A Fundação Ethereum revelou novos detalhes sobre o uso de ferramentas automatizadas para analisar a segurança do Ethereum. Segundo a equipe de segurança de protocolo, o maior desafio atual não é encontrar potenciais vulnerabilidades, e sim provar quais relatórios são reais.
Experimentos recentes com múltiplos agentes baseados em inteligência artificial encontraram falhas em sistemas essenciais. Contudo, a organização destacou que a maior parte do esforço atual é direcionada para filtrar os falsos positivos gerados pela tecnologia.
Um dos problemas confirmados envolveu uma falha de travamento remoto no componente gossipsub da biblioteca libp2p, usada na camada de rede entre os clientes de consenso. O erro foi corrigido e registrado sob a identificação CVE-2026-34219.
Para os pesquisadores, esses sistemas automatizados devem funcionar como assistentes de hipóteses, e não como tomadores de decisão final, porque os robôs geram relatórios baseados em códigos inacessíveis, falhas duplicadas ou testes que não representam riscos práticos.
Inteligência artificial e os novos processos de segurança do Ethereum
Para mitigar os relatórios pouco confiáveis, a instituição adota uma estratégia com diferentes agentes focados em etapas específicas, compartilhando o progresso via controle de versão. Eles atuam desde o mapeamento inicial até a tentativa de replicar as falhas encontradas.
A diretriz fundamental para a segurança do Ethereum estabelece que uma vulnerabilidade só é válida se puder ser replicada por um humano diretamente no código de produção, o que elimina os alarmes falsos de caminhos impossíveis de ataque ou falhas exclusivas de ambientes de teste.
Toda essa atualização técnica ocorre semanas após uma reestruturação interna na Fundação Ethereum. Em anúncio feito no dia 23 de junho, a entidade reduziu sua força de trabalho em cerca de 20%, resultando no desligamento de 54 colaboradores para otimizar seus recursos financeiros.



