Resistências macro sufocam Bitcoin e analistas miram alvo de US$ 40 mil

Resistências macro sufocam Bitcoin e analistas miram alvo de US$ 40 mil

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por Redação

O Bitcoin (BTC) opera na faixa dos US$ 60.000 após uma desvalorização diária de 5%, acumulando uma retração de aproximadamente 50% em relação ao seu recorde histórico. No entanto, três modelos gráficos amplamente discutidos no mercado sugerem que o verdadeiro fundo do Bitcoin deste ciclo de quatro anos ainda não foi alcançado.

De acordo com as projeções, a mínima do ciclo atual deve acontecer no quarto trimestre de 2026, mais especificamente em outubro. Os dados apontam para uma janela de aproximadamente 125 dias, ou cerca de quatro meses, antes que o preço atinja o seu nível mais baixo.

O primeiro indicador crucial é o “relógio do halving“, apresentado pelo analista Jesse Olson. Historicamente, o preço estabelece o seu piso por volta do 900º dia após o evento de corte de emissão. Atualmente, o mercado está no 775º dia, indicando que o recuo definitivo para a faixa dos US$ 40.000 pode estar próximo.

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O que falta para o preço do Bitcoin alcançar o fundo?

Outra métrica relevante é a espiral do Bitcoin, que organiza os ciclos de quatro anos em formatos geométricos repetitivos. Embora a entrada de capital institucional tenha gerado narrativas de que este ciclo seria diferente, o comportamento do gráfico posiciona os anos de 2026 e 2027 exatamente na mesma área de capitulação das quedas anteriores.

Essa leitura técnica de curto prazo ganha força quando observamos o comportamento recente dos preços, que encontram dificuldades para superar barreiras importantes de mercado.

Atualmente, três médias móveis essenciais atuam como fortes resistências acima do preço atual. A média simples de 21 semanas está em US$ 75.100, o preço de custo dos detentores de curto prazo fica em US$ 77.000 e a média de 200 dias se posiciona em US$ 78.900. Como a cotação está abaixo desses níveis, os compradores recentes estão operando no prejuízo.

O analista Benjamin Cowen reforça essa tese temporal. Ele destaca que o topo do mercado ocorreu dentro de uma semana da janela histórica esperada, apesar das narrativas que declaravam o fim do ciclo tradicional. Para Cowen, o cronograma aponta com precisão para outubro de 2026 como o momento do fundo do Bitcoin.

Por outro lado, o cenário de baixa pode ser invalidado se o fluxo de dinheiro vindo dos ETFs à vista e de tesourarias corporativas alterar a estrutura tradicional do mercado. Uma recuperação com fechamento semanal acima de US$ 79.000 enfraqueceria as projeções de queda, mas, até lá, o mercado continua mapeando o caminho até o fundo do Bitcoin.

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