O mercado de criptoativos registrou forte volatilidade após a recente queda do Bitcoin para a faixa abaixo de US$ 81.000 na última segunda-feira. A principal criptomoeda do mercado se recuperou parcialmente e opera perto de US$ 83.100, mas ainda acumula perdas semanais de 3,2%.

As altcoins sofreram desvalorizações ainda mais acentuadas no mesmo período. O Solana ($SOL) recuou 11\%, chegando brevemente a menos de US$ 102 — seu menor patamar em quase um mês —, enquanto tokens como HYPE, Dogecoin, XRP e Ethereum registraram perdas entre 8% e 13%.

O movimento de baixa impulsionou uma onda massiva de liquidações no setor. Dados de mercado apontam mais de US$ 811 milhões liquidados em 24 horas, sendo que as posições compradas (longs) representaram a esmagadora maioria, superando US$ 689 milhões.

Diante desse cenário de correção, o Índice de Medo e Ganância recuou para 55 pontos, posicionando o sentimento geral em território neutro. Essa retração marca um arrefecimento no apetite ao risco após os picos de otimismo exagerado vistos nos meses anteriores.

Impactos da queda do Bitcoin nos ETFs e tesourarias

Os produtos de investimento baseados em ativos digitais também sentiram os efeitos do recuo. Os ETFs spot de Solana nos Estados Unidos registraram sua primeira semana negativa desde junho, acumulando saídas líquidas de US$ 24,8 milhões em seis dias consecutivos de resgates.

O movimento refletiu uma retirada ampla de capital dos fundos cripto norte-americanos. Os ETFs de Bitcoin à vista perderam US$ 681 milhões na última semana, enquanto os fundos de Ethereum registraram saídas líquidas de US$ 542 milhões, estendendo sequências de quedas.

Enquanto algumas empresas ajustaram suas posições — como a SkyAI, que vendeu cerca de 1 milhão de tokens Solana —, outras mantiveram a estratégia de acumulação. A Strategy, liderada por Michael Saylor, adquiriu mais 250 bitcoins, elevando seu total para aproximadamente 848.250 unidades.

Com o mercado de criptomoedas em fase de consolidação após a queda do Bitcoin e os ralis anteriores, investidores agora voltam as atenções para os próximos catalisadores macroeconômicos, incluindo os dados de inflação dos Estados Unidos e as eleições de meio de mandato.

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Luíza Nunes
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