O JPMorgan voltou a criticar fortemente a regulamentação que pode permitir as stablecoins de rendimento nos Estados Unidos. Executivos do banco defendem que esses ativos não devem ser aceitos pelas novas leis em discussão no Congresso americano.
Umar Farooq, co-diretor global de pagamentos do banco, e Peter Muriungi, CEO de soluções digitais e blockchain, publicaram uma nota pedindo um modelo regulatório amplo; eles argumentam que as regras certas vão garantir uma inovação responsável ao fechar brechas existentes.
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O perigo das stablecoins de rendimento e o shadow banking
O debate gira em torno da Lei Clarity Act, proposta que tenta organizar o mercado cripto americano dividindo funções entre os órgãos reguladores. O setor bancário tradicional apoia moedas pareadas no dólar comuns, mas rejeita firmemente as stablecoins de rendimento.
Jamie Dimon, CEO do JPMorgan, lidera as críticas contra as stablecoins de rendimento e os incentivos oferecidos por essas moedas digitais. Os bancos alegam que pagar prêmios por depósitos em stablecoins pode esvaziar as contas bancárias tradicionais e travar a concessão de empréstimos.
Os executivos apontaram que, quando os usuários recebem recompensas apenas por guardar saldos, eles acreditam que possuem as mesmas garantias de um banco. Sem essas salvaguardas, Farooq e Muriungi alertam: “o resultado não é apenas a confusão do consumidor; é um risco aumentado de saques em massa”.
O banco associou as stablecoins de rendimento ao sistema financeiro paralelo, conhecido como “shadow banking”. Para eles, esses ativos deveriam passar pelas mesmas vistorias rigorosas e de prevenção à lavagem de dinheiro aplicadas aos depósitos tradicionais.
O cenário regulatório nos EUA ainda enfrenta resistência de órgãos de segurança, que temem brechas para crimes cibernéticos na proposta da Lei de Clareza. Com o calendário do Senado apertado, a Galaxy Research reduziu para 50% as chances de aprovação do projeto em 2026.
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