O mercado de criptomoedas enfrenta uma trajetória descendente há quase oito meses, gerando cautela entre novos investidores. A recente queda do Bitcoin levou o ativo a recuar mais de 50% desde sua máxima histórica estabelecida em US$ 126.080.
A volatilidade se intensificou em junho de 2026, mês em que a criptomoeda rompeu o suporte de US$ 60.000 por duas vezes. Diante disso, cerca de 53% de todo o suprimento circulante do ativo encontra-se atualmente em um estado de prejuízo não realizado.
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Cenário macroeconômico e os ciclos históricos na queda do Bitcoin
Analistas apontam que o recuo atual, iniciado no fim de outubro de 2025, é motivado por pressões macroeconômicas globais e tensões geopolíticas. O início do confronto entre Estados Unidos e Irã no começo deste ano elevou a aversão global ao risco, afetando os investimentos de renda variável.
A inflação nos Estados Unidos atingiu a marca de 4,2% em maio de 2026, fazendo com que o Federal Reserve optasse por manter as taxas de juros inalteradas. O mercado agora projeta dois aumentos de juros ainda este ano, o que afasta o capital de ativos de risco.
A pressão de venda que alimenta a queda do Bitcoin pode persistir caso o acordo de paz entre Washington e Teerã não seja finalizado. A falta de resolução tende a inflacionar os preços do petróleo, gerando um peso adicional sobre a atividade econômica mundial.
Apesar das oscilações, o histórico da queda do Bitcoin mostra que o ativo opera em ciclos de quatro anos, com picos registrados em 2017, 2021 e 2025. O movimento de 2026 repete a fase de correção observada nos anos pós-recorde, projetando estatisticamente uma nova máxima para 2029.


