O mercado de criptomoedas enfrenta dias de forte volatilidade, acumulando uma desvalorização de 14% em apenas uma semana. No entanto, analistas apontam que a estabilização para o preço do Bitcoin pode estar muito mais próxima do que a maioria dos investidores imagina.
Embora o preço do Bitcoin ameace romper o suporte crítico de US$ 60 mil, Geoff Kendrick, chefe global de pesquisa de ativos digitais do Standard Chartered, defende que o piso atual do mercado está praticamente consolidado.
O otimismo do especialista do banco britânico se apoia em três pilares fundamentais. O primeiro deles envolve o comportamento institucional da MicroStrategy, que vendeu 32 BTC recentemente e costuma recomprar quantias significativamente maiores logo em seguida, repetindo o padrão observado em 2022.
O que esperar para o preço do Bitcoin nos próximos meses
Além disso, a resiliência dos fundos de índice (ETFs) negociados nos Estados Unidos surpreendeu positivamente. Apesar de registrarem saídas líquidas de US$ 5 bilhões nas últimas três semanas, o volume total sob gestão recuou minimamente de 682 mil para 674 mil BTC, mantendo a entrada líquida acumulada em US$ 54,2 bilhões desde o lançamento.
De acordo com Kendrick, as liquidações massivas no mercado de futuros, que já somam US$ 1,5 bilhão, também dão sinais de esgotamento. Com a forte redução das posições alavancadas, a pressão vendedora perde força e abre espaço para uma base técnica muito mais sólida.
Em vez de aguardar por certezas absolutas, o banco sugere que o momento atual representa uma zona de acumulação estratégica. A projeção de longo prazo do Standard Chartered permanece otimista, estimando o preço do Bitcoin em US$ 100 mil e o Ethereum a US$ 4 mil até o final de 2026.
De protocolos a pessoas: por que a hiperpersonalização virou prioridade no mercado cripto





