O preço do Bitcoin entra em zona crítica de desvalorização histórica; o pior já passou?

O preço do Bitcoin entra em zona crítica de desvalorização histórica; o pior já passou?

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por Redação

O preço do Bitcoin entrou em uma zona de desvalorização histórica típica de mercados de baixa severos. Embora indicadores de mercado apontem para uma capitulação de investidores, analistas alertam que o período de consolidação lateral pode estar apenas começando.

A criptomoeda mais valiosa do mundo vem sendo negociada em patamares observados apenas nas fases finais de ciclos de baixa passados. O preço do Bitcoin manteve a estabilidade recente mesmo após a divulgação dos dados de inflação mais agressivos nos Estados Unidos em três anos.

Dados da plataforma Checkonchain revelam que o ativo recuou para perto de sua média móvel de 200 semanas, uma linha de tendência de quatro anos monitorada por detentores de longo prazo. O modelo posiciona a criptomoeda nos 10% inferiores de sua faixa histórica de valuation.

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Impacto Macroeconômico no Preço do Bitcoin

O sentimento geral do ecossistema reflete esse estresse do preço do Bitcoin: o Índice de Medo e Ganância Cripto caiu para o patamar de 9 pontos, indicando medo extremo, em comparação aos 11 pontos da semana anterior e aos 48 pontos registrados há um mês.

Historicamente, essas métricas surgem quando investidores mais sensíveis a variações de preço já concluíram suas vendas. Analistas reiteram, contudo, que fundos de mercado são processos demorados, frequentemente seguidos por meses de negociações laterais que testam a paciência dos detentores restantes.

Na última semana, o preço do Bitcoin quebrou brevemente a barreira dos US$ 60.000 pela primeira vez desde 2024. Na quinta-feira, a moeda era cotada a US$ 62.623, registrando alta diária de 1,9%, mas acumulando perdas na semana em meio a saídas recordes de capital dos ETFs spot.

A recuperação intradiária se estendeu às principais altcoins, embora de forma contida. O Ether avançou 1,4%, negociado a US$ 1.651, enquanto o BNB subiu 1,3% para US$ 595. Solana registrou alta de 0,9% (US$ 65) e o Dogecoin subiu 1,1% (US$ 0,085). O XRP contrariou o movimento com queda de 0,3%, cotado a US$ 1.12.

O cenário inflacionário global restringe uma retomada rápida, o índice de preços ao consumidor (IPC) nos EUA subiu 0,5% em maio ante abril e atingiu 4,2% na comparação anual, impulsionado pelos custos de energia decorrentes da guerra no Irã. O núcleo do índice, que exclui alimentos e energia, subiu 0,2%.

O cenário regulatório nos EUA também adiciona incerteza ao setor de ativos digitais. As probabilidades na plataforma Polymarket de que a legislação Clarity Act seja aprovada em 2026 despencaram de 62% para 48% nesta semana, reduzindo o otimismo institucional de curto prazo.

O mercado agora direciona a atenção para a reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC), agendada para 16 e 17 de junho. O tom adotado pelas autoridades monetárias americanas será determinante para definir se veremos uma reação do preço do Bitcoin rumo à faixa de US$ 68.000 a US$ 72.000 ou uma quebra definitiva abaixo dos US$ 60.000.

Fora do ecossistema cripto, a pressão macroeconômica é generalizada: as ações globais atingiram as mínimas de um mês devido à liquidação no setor de tecnologia e aos ataques de forças dos EUA a alvos no Irã, interrompendo o cessar-fogo vigente desde abril. O petróleo Brent subiu 1,8%, aproximando-se de US$ 95 o barril.

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