O mercado de ativos digitais enfrenta um período decisivo neste trimestre. Segundo o relatório estratégico da HTX Research, braço de análise da Huobi, o comportamento e o preço do Bitcoin serão ditados pela liquidez macroeconômica e pela geração de caixa, deixando de lado as narrativas puramente especulativas.
A instituição destaca que o recuo visto no período anterior, no qual o preço do Bitcoin oscilou de US$ 82 mil para US$ 59 mil (queda de 24%), não foi uma quebra estrutural do ciclo. O movimento foi gerado pelo impacto nos preços de energia devido aos conflitos envolvendo o Irã, o que elevou a inflação global e forçou o Federal Reserve a adotar uma postura mais rígida.
Essa pressão macroeconômica valorizou o dólar e provocou uma forte saída de capital institucional. Os ETFs de Bitcoin à vista registraram resgates de quase US$ 4,9 bilhões entre maio e junho, revertendo os ingressos positivos de US$ 1,97 bilhão que haviam ocorrido em abril.
Os três caminhos para o preço do Bitcoin e das altcoins
Em contrapartida, o setor de ativos tokenizados do mundo real (RWA), sem contar as stablecoins, avançou 9,5% e atingiu US$ 32,28 bilhões. O segmento recebeu recomendação de forte exposição por crescer de forma consistente, operando independentemente do sentimento geral do mercado de alta ou baixa.
Para os próximos meses, os analistas projetam três cenários. O principal deles, com 60% de probabilidade, prevê o Fed mantendo os juros altos, o que deixa o preço do Bitcoin flutuando dentro de uma faixa lateralizada, dependendo diretamente da estabilização do dólar e da retomada dos aportes nos ETFs.
A projeção otimista tem 25% de chance e depende do recuo no preço da energia combinado à aprovação da lei regulatória CLARITY Act nos EUA. Esse ambiente beneficiaria diretamente o Ethereum (ETH) e o ecossistema DeFi, permitindo que superem o desempenho do principal ativo do mercado devido ao desconto regulatório atual.
Por fim, o cenário pessimista possui 15% de probabilidade e projeta uma nova alta no petróleo com paralisia regulatória. Nessa situação, moedas fiduciárias e stablecoins seriam as únicas proteções recomendadas, enquanto as altcoins de menor liquidez devem seguir desfavorecidas até que o suprimento de stablecoins cresça US$ 10 bilhões em 30 dias.




