Bitcoin: cruz da morte e apostas de baixa, para onde vai o preço após queda de 5%?

Bitcoin: cruz da morte e apostas de baixa, para onde vai o preço após queda de 5%?

Imagem de perfil de Redação

por Redação

O preço do Bitcoin enfrentou seu dia mais desafiador desde o mês de abril, registrando uma desvalorização de 5,65% em apenas uma sessão. A principal criptomoeda do mercado abriu o dia cotada a US$ 71.305, mas recuou até a mínima de US$ 66.948 antes de se estabilizar na faixa de US$ 67.287.

Esse movimento reflete um cenário macroeconômico complexo no exterior, com inflação persistente, manutenção das taxas de juros nos Estados Unidos e tensões geopolíticas globais. Além disso, os ETFs spot de Bitcoin nos EUA registraram saídas líquidas de US$ 2,43 bilhões em maio, anulando as entradas de US$ 1,97 bilhão verificadas em abril.

Diante disso, investidores do mercado de previsões Myriad recalcularam suas projeções. Atualmente, os operadores apontam 52,6% de probabilidade de o preço do bitcoin testar o patamar de US$ 55.000 antes de buscar uma eventual recuperação rumo aos US$ 84.000. Essa é uma mudança expressiva em relação a meados de maio, quando o cenário de alta detinha 80% das apostas.

De protocolos a pessoas: por que a hiperpersonalização virou prioridade no mercado cripto

O que os indicadores dizem sobre o preço do Bitcoin

Do ponto de vista gráfico, o ativo acumula uma retração de mais de 46% desde sua máxima histórica de US$ 126.198, atingida em 6 de outubro de 2025. O movimento recente rompeu uma barreira importante de volume entre US$ 68.000 e US$ 70.000, que vinha sustentando as cotações nas últimas semanas.

O Índice de Força Relativa (RSI) recuou para 22,7, o que aponta para uma condição técnica de forte sobrevenda. Embora isso possa atrair compradores interessados em repiques de curto prazo, o Índice Direcional Médio (ADX) em 30,6 confirma a força e a convicção da atual tendência de baixa.

Adicionalmente, a Média Móvel Exponencial (EMA) de 50 dias permanece operando abaixo da EMA de 200 dias. Essa configuração, conhecida graficamente como “cruz da morte” (death cross), vem se desenvolvendo desde o ano passado e sinaliza que o ímpeto de curto prazo continua abaixo da linha de base de longo prazo.

Para as próximas sessões, o mercado monitora resistências imediatas em US$ 71.305 e US$ 76.000. Do lado dos suportes, as regiões de US$ 64.000 e US$ 60.000 são vistas como zonas essenciais de demanda antes do alvo de baixa projetado pelos traders em US$ 55.000.

Bitcoin, dólar e juros: entenda a conexão dos mercados e o impacto da macroeconomia no mercado cripto