O mercado financeiro vive uma transformação com a consolidação dos pagamentos com stablecoins no ecossistema corporativo. Novos dados da plataforma Paybis revelam que essas moedas digitais emparelhadas ao dólar já representam a esmagadora maioria das transações comerciais.
No mês de abril de 2026, as stablecoins responderam por 86% de toda a atividade na Paybis, um salto impressionante comparado aos 12% registrados em meados de 2023. Além disso, os clientes institucionais abocanharam quase 98% do volume de saídas processadas no primeiro quadrimestre deste ano.
O movimento acompanha uma tendência macro de digitalização. Estimativas da consultoria McKinsey apontam que o volume global de pagamentos com stablecoins atingiu a marca de 390 bilhões de dólares em 2025, com as transações entre empresas (B2B) respondendo por cerca de 60% desse total.
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O fluxo corporativo é impulsionado principalmente por setores como bens digitais, tecnologia, varejo, e-commerce, fintechs e empresas de ativos virtuais. Juntos, esses segmentos representam mais de 78% das operações na plataforma da Paybis.
Uma pesquisa integrada ao relatório mostra que 22,5% das empresas consultadas já utilizam ou planejam adotar as stablecoins para remessas internacionais nos próximos 12 meses. No entanto, muitos empreendedores ainda superestimam os custos e o tempo de liquidação dessas redes.
Quase metade dos entrevistados acredita que os envios demoram entre uma hora e um dia inteiro, quando na verdade ocorrem em segundos ou minutos. Cerca de um terço espera taxas na casa dos 3%, mas os custos reais de mercado costumam ficar bem abaixo de 1%.
O valor de mercado global desse setor alcançou 319,5 bilhões de dólares, liderado pelo USDT (59% de participação) e USDC (76 bilhões de dólares). Esse crescimento atraiu gigantes tradicionais: a MoneyGram acabou de lançar o MGUSD na rede Stellar para remessas, enquanto a SoFi liberou o SoFiUSD para seus correntistas bancários.
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