Euro digital avança em Bruxelas e acende debate sobre o futuro do Bitcoin na região

Euro digital avança em Bruxelas e acende debate sobre o futuro do Bitcoin na região

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por Redação

O Parlamento Europeu deu um passo decisivo para a criação de sua própria moeda digital de banco central. O comitê ECON, liderado por Aurore Lalucq, aprovou o arcabouço jurídico que servirá de base para o euro digital, um projeto que vem sendo desenhado pelo Banco Central Europeu (BCE) há cinco anos.

A proposta do euro digital avançará para votação em sessão plenária no início de julho, seguida por negociações em trílogo entre a Comissão, o Conselho e o Parlamento. A meta das autoridades europeias é que o dinheiro eletrônico entre em circulação oficial a partir de 2029.

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A pressa institucional por trás da nova moeda visa reduzir a dependência da região frente a redes de pagamento norte-americanas, como Visa e Mastercard, fortalecendo a soberania monetária do bloco. O debate foi intenso, opondo defensores da digitalização econômica e defensores da privacidade e do dinheiro em espécie.

Caso saia do papel, a moeda emitida pelo BCE promete movimentar o mercado global. O ativo unirá a estabilidade da moeda fiduciária europeia à velocidade das transferências cripto. Embora forneça um horizonte regulatório mais nítido para stablecoins, a iniciativa levanta dúvidas sobre o espaço que restará para redes descentralizadas como Bitcoin e Ethereum.

Os bancos comerciais tradicionais também demonstram forte resistência ao projeto. Segundo dados da Federação Bancária Europeia, a implementação da infraestrutura pode gerar um custo de até 18 bilhões de euros para o setor financeiro privado.

Para os entusiastas da descentralização, a chegada do euro digital é vista com desconfiança por representar a interferência direta do Estado em um ecossistema criado justamente para ser livre de intermediários governamentais. Enquanto alguns enxergam uma validação dos ativos digitais, outros apontam riscos à autonomia financeira.

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