Uma força-tarefa internacional sem precedentes acaba de desferir um golpe mortal em organizações criminosas. Ao menos 276 pessoas foram presas e nove centros de golpe com criptomoedas foram totalmente desmantelados em uma ação coordenada globalmente.
A operação é fruto de uma parceria de peso entre o FBI, a Polícia de Dubai e o Ministério de Segurança Pública da China. O foco principal foi derrubar infraestruturas que serviam de base para fraudes financeiras complexas que cruzavam fronteiras.
Das prisões efetuadas, 275 ocorreram em Dubai e uma na Tailândia. Além disso, promotores federais dos Estados Unidos indiciaram seis suspeitos por fraude e lavagem de dinheiro, acusados de gerenciar e recrutar pessoas para essas “fábricas de golpes”.
Essas centrais focavam em vítimas norte-americanas, que perderam milhões de dólares, a tática mais utilizada era o “pig-butchering” (abate do porco), um método cruel que mistura manipulação emocional e finanças.
Como funciona o esquema do “abate do porco”?
Nessa modalidade de golpe com criptomoedas, os criminosos criam perfis falsos em redes sociais ou apps de namoro, e constroem uma relação de amizade ou romance por semanas até convencer a vítima a “investir” em plataformas de trading fraudulentas.
O Procurador dos EUA, Adam Gordon, destacou que a operação é um marco na justiça transfronteiriça. “Estes golpistas pensavam que estavam seguros a meio mundo de distância. Mas o mundo deles mudou. O crime global agora enfrenta a justiça global”, afirmou.
A ofensiva faz parte de um cerco maior contra o golpe com criptomoedas no mundo. Recentemente, autoridades já haviam bloqueado mais de US$ 700 milhões e condenado organizadores de outros esquemas famosos, como a Meta 1 Coin, a décadas de prisão.
A repressão sinaliza que, embora o mercado cripto seja descentralizado, a lei está alcançando quem usa a tecnologia para o crime. Fique atento a promessas de lucros fáceis vindas de “novos amigos” virtuais para não cair em um golpe com criptomoedas.





