O Sberbank, maior banco russo, estima que as negociações regulamentadas do mercado cripto na Rússia alcancem 4 trilhões de rublos (US$ 46,4 bilhões) no primeiro ano de vigência das novas leis. O marco legal entra em vigor no dia 1º de setembro.
Anatoly Popov, vice-presidente do Sberbank, informou à agência de notícias estatal TASS que o volume de negociação tem potencial para chegar a 7,5 trilhões de rublos (US$ 87,1 bilhões) até 2029. O cenário avança após o governo assinar uma legislação no início de agosto que estrutura oficialmente o mercado cripto na Rússia.
O banco também confirmou planos de emitir empréstimos com garantias em bitcoin, ether e USDT. Esse movimento de crédito digital ainda aguarda aprovação final do banco central local.
“Nos preparamos para isso com antecedência e já temos experiência prática trabalhando com criptomoedas. Assim que a lei entrar em pleno vigor, adaptaremos os produtos existentes do Sber aos novos requisitos e começaremos a expandir consistentemente sua linha”, afirmou Popov na reportagem, destacando que a lista de serviços será ampliada imediatamente após as provisões entrarem em vigor.
Novas regras para o mercado cripto na Rússia
A expansão institucional prevê o lançamento de uma carteira de criptomoedas nos aplicativos de varejo do banco e um depositário de ativos digitais até o início de dezembro. A instituição já fornece investimentos vinculados ao bitcoin e ether para clientes qualificados desde 2025.
A legislação primária inicia em 1º de setembro de 2026. Algumas diretrizes específicas sobre emissão e circulação de ativos digitais entrarão em vigor apenas em setembro de 2027, garantindo um período de transição para as corretoras existentes até março de 2027.
O novo formato define que investidores de varejo podem comprar as criptomoedas de maior liquidez com um limite de 300.000 rublos (cerca de US$ 3.700) por ano, por intermediário financeiro. Investidores qualificados operam sem limite de compra.
Pagamentos domésticos em criptomoedas para bens e serviços dentro do território nacional continuam proibidos. Por outro lado, o uso de criptoativos para liquidações em comércio exterior entre residentes e não residentes segue liberado, uma estratégia impulsionada pelo país em 2024 para transações internacionais.


