Fan tokens reagem com apatia à volta emocional de Neymar na Copa do Mundo 2026

Fan tokens reagem com apatia à volta emocional de Neymar na Copa do Mundo 2026

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por Redação

Neymar voltou a campo pela seleção brasileira na Copa do Mundo de 2026 na última quinta-feira (25). Apesar da vitória por 3 a 0 sobre a Escócia e da forte expectativa do público, o mercado de fan tokens permaneceu indiferente à reestreia do atacante.

O jogador, que entrou aos 31 minutos do segundo tempo, mostrou-se emocionado com o retorno ao torneio global; ele também aproveitou o momento para elogiar seu antigo rival e amigo Lionel Messi: “On the pitch he’s good, but off it he’s better” (Dentro de campo ele é bom, mas fora é melhor).

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O impacto real nos fan tokens de clubes

Essa ausência de reação nos preços dos criptoativos ligados a esportes marca uma mudança clara no comportamento dos investidores. Em ciclos anteriores, a simples associação de grandes atletas era suficiente para impulsionar os fan tokens e movimentar milhões.

No início de 2022, Neymar investiu cerca de US$ 1,12 milhão na compra de duas NFTs da famosa coleção Bored Ape Yacht Club (BAYC). Meses antes, em novembro de 2021, ele já havia fechado um acordo exclusivo de licenciamento com a plataforma de colecionáveis digitais NFTSTAR.

Hoje, o cenário mudou drasticamente. O preço base das NFTs da coleção BAYC representa apenas uma fração dos valores registrados em 2022. Além disso, as diversas moedas memes não oficiais que usam o nome do brasileiro somam um valor de mercado inferior a US$ 3.000 em todas as redes blockchain.

O único ativo digital com ligação estrutural à carreira do jogador é o Santos FC Fan Token (SANTOS). No início de 2025, quando notícias confirmaram o retorno de Neymar ao seu clube formador, o token registrou uma alta imediata de 10,6% nas corretoras.

Entretanto, a participação do atleta na Copa do Mundo não gerou nenhum movimento comparável no token do Santos. Especialistas apontam que os fan tokens amadureceram e agora respondem quase exclusivamente a notícias internas dos clubes, ignorando jogos de seleções.

O mercado esportivo de criptomoedas está mais cauteloso desde os acordos grandiosos de 2021, como os US$ 20 milhões em fan tokens recebidos por Messi ao assinar com o Paris Saint-Germain. Sem o anúncio de novas parcerias ou coleções durante o mundial, o capital especulativo não encontrou motivos para agir.

Atualmente, os fan tokens seguem como um produto de nicho, oferecendo utilidades específicas, como votações em decisões menores dos times e acesso a benefícios exclusivos, mas apresentam baixa liquidez em comparação com as principais criptomoedas do mercado.

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