A HIVE Digital Technologies concluiu a segunda fase de sua unidade de Yguazú, em Valenzuela, no Paraguai, alcançando a capacidade total de 200 megawatts. Agora, o complexo gera mais de 8 moedas diariamente, consolidando o local como uma das maiores operações da América Latina.
O sucesso da estrutura se deve ao aproveitamento da energia excedente da usina hidrelétrica de Itaipu. Como o Paraguai consome apenas cerca de 20% de sua cota da eletricidade gerada pela barragem, o país virou um polo atraente para a mineração de Bitcoin com custos competitivos.
DeFi na América Latina: da promessa cripto à utilidade real
O crescimento e os desafios da mineração de Bitcoin
Com a expansão finalizada, o poder computacional global da empresa superou a marca de 18 EH/s. A HIVE comprou o local da Bitfarms em janeiro de 2025 por aproximadamente 56 milhões de dólares, um investimento que se pagou no prazo planejado e já projeta uma terceira fase de expansão.
O avanço do setor no Paraguai é expressivo, respondendo por cerca de 4,3% da capacidade global da rede na metade de 2026. No entanto, o país enfrenta problemas com o surgimento de instalações clandestinas que realizam a mineração de Bitcoin por meio de conexões ilegais na rede de energia.
Por conta disso, as autoridades paraguaias aumentaram as fiscalizações e a pressão política para reajustar as tarifas de eletricidade voltadas ao setor de criptoativos cresceu. Investidores mantêm o foco nas decisões regulatórias locais, que podem impactar diretamente os custos operacionais futuros.
Estrutura do mercado cripto: quem controla a liquidez, a custódia e o fluxo de capital





