A equipe por trás da popular carteira MetaMask anunciou nesta segunda-feira uma série de novas proteções para seus usuários. O objetivo principal é combater fraudes e golpes com criptomoedas de forma proativa, utilizando avisos mais claros e tecnologias avançadas de detecção.
As atualizações chegam tanto para o aplicativo móvel quanto para a extensão de navegador. Agora, o sistema sinaliza transferências suspeitas, alerta sobre endereços falsos e identifica riscos ligados a falsos investimentos ou esquemas de romance amoroso.
Uma das grandes novidades é o recurso “Proteção Adicionada”. Essa ferramenta inovadora reverte automaticamente qualquer transação que não corresponda ao que foi mostrado na tela de visualização do usuário. A função estreia primeiro nos navegadores e chegará aos celulares em seguida.
Segundo Martin Peko, gerente de produto da empresa, muitas vítimas ignoravam alertas de segurança porque confiavam no destinatário ou estavam sendo ativamente instruídas pelos criminosos a seguir em frente.
“Isso nos mostrou que um controle diferente era necessário”, explicou Peko ao portal Decrypt. Para ajudar nesse cenário, a carteira digital também criou uma rota direta para suporte prioritário, permitindo que usuários inseguros conversem com um humano antes de concluir o envio.
Inteligência Artificial contra golpes com criptomoedas
A MetaMask também confirmou o uso de Inteligência Artificial para barrar ameaças em tempo real. Em parceria com a empresa de segurança Blockaid, a plataforma utiliza modelos de linguagem para analisar conteúdos de sites e redes sociais.
A tecnologia cruza esses dados com a análise técnica do código dentro da blockchain, identificando padrões de phishing e golpes com criptomoedas antes que o dinheiro saia da carteira do investidor. A ideia é abandonar os avisos estáticos e oferecer alertas dinâmicos baseados no contexto da transação.
A ofensiva contra fraudes digitais ganha força enquanto o mercado segue na mira das autoridades. Em julho, o governo dos Estados Unidos apreendeu mais de US$ 25 milhões ligados a esquemas de investimento e romance que enganaram milhares de vítimas norte-americanas e canadenses.
Essas inovações marcam um momento de transição e preparam o terreno para os próximos passos da Consensys, empresa que desenvolve o aplicativo. A companhia planeja separar formalmente suas operações voltadas ao consumidor final e ao setor institucional até o final de 2026.





