Mercado de criptomoedas se fragmenta e adota modelo de finanças tradicionais

Mercado de criptomoedas se fragmenta e adota modelo de finanças tradicionais

Imagem de perfil de Redação

por Redação

O mercado de criptomoedas não funciona mais como um bloco único, de acordo com Hunter Horsley, CEO da Bitwise, a indústria se fragmentou em quatro frentes distintas com dinâmicas próprias: stablecoins, Bitcoin, tokenização e infraestrutura de blockchain.

Essa mudança de estrutura ajuda a entender o comportamento atual do mercado de criptomoedas, que exibe sinais mistos: cada segmento agora segue seus próprios fundamentos macroeconômicos, demandas regulatórias e curvas de adoção de forma isolada.

No setor de stablecoins e pagamentos, a capitalização total atingiu cerca de US$ 321,6 bilhões, concentrada no USDT (US$ 189,8 bilhões) e no USDC (US$ 76,9 bilhões). A Circle reportou alta de 20% em receitas no primeiro trimestre, somando US$ 694 milhões, enquanto o piloto de liquidação da Visa alcançou uma taxa anualizada de US$ 7 bilhões em nove redes.

Por outro lado, o fluxo do Bitcoin se separou do restante do mercado de criptomoedas. A CoinShares registrou aportes semanais de quase US$ 858 milhões em fundos digitais, com o BTC liderando com US$ 706,1 milhões. O movimento institucional ocorre mesmo com saídas de US$ 630,4 milhões nos ETFs americanos em 13 de maio.

DeFi na América Latina: da promessa cripto à utilidade real

Nova dinâmica regulatória e disparidade técnica do mercado de criptomoedas

A tokenização de ativos reais avança em ritmo institucional constante, registrando mais de US$ 26,7 bilhões em valor distribuído. Em contrapartida, as finanças descentralizadas (DeFi) recuaram 10,7% em abril, caindo para US$ 82,7 bilhões em valor total travado (TVL), impactadas por US$ 635,24 milhões perdidos em falhas de segurança.

Na base da infraestrutura técnica, redes de segunda camada operam em forte expansão prática. O Arbitrum One acumula US$ 15,8 bilhões em valor protegido e a rede Base registra US$ 12,5 bilhões, evidenciando que o desenvolvimento e o uso operacional das redes continuam evoluindo de forma independente do preço de seus tokens nativos.

Legislações recentes nos Estados Unidos, incluindo o projeto CLARITY Act e as propostas de abril de 2026 do Tesouro americano para stablecoins, confirmam que os reguladores já separam o setor por função. Essa maturidade do mercado de criptomoedas favorece redes com receita real, reduzindo o espaço para projetos puramente especulativos.

Governos querem controlar stablecoins? Entenda o debate global