Larry Fink, da BlackRock, exalta o Pix e defende o fim do dinheiro físico no mundo

Larry Fink, da BlackRock, exalta o Pix e defende o fim do dinheiro físico no mundo

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por Redação

O homem que comanda US$ 14 trilhões está de olho no seu celular. Larry Fink, o todo-poderoso CEO da BlackRock, abriu o jogo e confessou que o Brasil virou a grande referência mundial em tecnologia financeira.

Durante a Brazil Week em Nova York, Fink foi direto ao ponto ao comentar sobre o sistema de pagamentos instantâneos brasileiro. “Eu tenho inveja do que o banco central brasileiro fez ao criar o Pix. Eu gostaria que tivéssemos isso aqui. Eu gostaria que todos os países começassem a digitalizar sua moeda”, afirmou o executivo.

Para o líder da maior gestora de ativos do planeta, o sucesso do Pix não é por acaso. Ele acredita que o Brasil e a Índia são os únicos países que realmente conseguiram desenvolver uma “mentalidade digital” em larga escala, colocando a nossa população à frente de outras grandes potências.

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O Pix como base para a tokenização e o futuro das finanças

Fink vê o Pix como o primeiro passo de uma revolução muito maior. Para ele, essa infraestrutura digital é o alicerce perfeito para integrar pagamentos, investimentos e ativos digitais em uma única experiência para o usuário.

Essa visão está ligada diretamente à tokenização da economia — a transformação de ativos reais, como imóveis e ações, em registros digitais. O CEO prevê que, no futuro, usaremos “carteiras digitais fluidas”, onde patrimônio e pagamentos diários convivem no mesmo ambiente.

Sobre a Inteligência Artificial, Fink descartou qualquer bolha. Ele aponta que existe um gargalo de oferta: falta energia e chips para tanta demanda, um problema que pode durar dez anos. Por isso, ele alerta que investir se tornou essencial, já que o capital deve crescer mais rápido que os salários.

Mesmo com o clima de tensão geopolítica global, o chefe da BlackRock mantém o otimismo para quem olha o longo prazo, para ele, a tecnologia criará uma era de abundância e quem tiver a audácia de manter seus investimentos durante as crises sairá na frente.

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