Stablecoins: JPMorgan revela por que o valor de mercado pode decepcionar

Stablecoins: JPMorgan revela por que o valor de mercado pode decepcionar

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por Redação

A alta velocidade de circulação das stablecoins está mudando a dinâmica do setor financeiro digital, segundo o JPMorgan. O banco aponta que, quanto mais eficiente se torna o uso desses ativos em pagamentos, menor é a necessidade de emissão de novos tokens, o que deve limitar o valor de mercado global nos próximos anos.

As stablecoins já movimentam volumes anuais absurdos — entre US$ 17,2 trilhões e US$ 46 trilhões, dependendo da métrica. No entanto, o valor de mercado total (market cap) ainda patina próximo dos US$ 300 bilhões.

Essa diferença gritante entre o uso e o ‘tamanho real’ acontece por causa da “velocidade” do dinheiro digital: como as transações são ultraeficientes, o mesmo token circula muito mais rápido, diminuindo a necessidade de novas emissões.

De acordo com o banco, “quanto mais amplamente usados os sistemas de pagamento baseados em stablecoins se tornarem, maior será sua eficiência e, portanto, sua velocidade”. Isso acaba limitando a expansão do ecossistema no longo prazo.

Domínio do dólar digital e a barreira de 2028

O JPMorgan projeta que o setor deve atingir entre US$ 500 bilhões e US$ 600 bilhões até 2028. É um crescimento considerável, mas passa longe do “jackpot” infinito que os entusiastas mais otimistas das stablecoins costumam prever.

Atualmente, o cenário é de concentração extrema e pouca chance para novatos. O USDT (Tether) domina com cerca de 70% do market share, enquanto o USDC (Circle) segura outros 25%. Juntos, eles controlam quase 90% de todo o setor.

“Consumidores e empresas esperam cada vez mais que os fundos se movam tão rápido quanto a informação”, afirma o relatório do banco. A liquidação instantânea deixou de ser um diferencial para virar uma obrigação no mercado financeiro moderno.

Essa batalha agora vai além da tecnologia: virou uma questão de soberania. Enquanto os EUA dominam com o dólar digital, a Europa tenta reagir com alternativas em euro para não perder o controle sobre sua própria política monetária no mundo cripto.