A emissora europeia de stablecoins StablR, apoiada pela Tether e pela Kraken, sofreu um exploit de segurança no último sábado. O incidente, que já é conhecido no mercado como o hack da StablR, afetou diretamente seus smart contracts de emissão de ativos digitais.
Como resultado imediato do ataque, tanto o token EURR (atrelado ao euro) quanto o USDR (atrelado ao dólar americano) perderam sua estabilidade de preço. Ambos os ativos registraram quedas acentuadas, operando mais de 20% abaixo de suas respectivas paridades.
As estimativas de prejuízo total ainda divergem entre as empresas de análise on-chain. A firma de segurança Blockaid apontou inicialmente um desvio de cerca de US$ 2,8 milhões, enquanto a RedStone Oracles e a PharosWatch estimam que o dano real pode estar próximo a US$ 10 milhões.
O que é USDT? Tudo sobre a stablecoin mais usada do mundo
Como o hack da StablR impacta o mercado
De acordo com especialistas técnicos, o problema central ocorreu devido ao comprometimento de uma chave privada de emissão. A estrutura vulnerável utilizava um sistema multifirmas (multisig) do tipo 1 de 3, permitindo que apenas uma assinatura autorizasse a criação de novos tokens.
Os fundos roubados da plataforma foram movimentados rapidamente por meio do Protocolo de Transferência Cross-Chain (CCTP) da Circle na rede Noble. O investigador independente ZachXBT confirmou os fluxos financeiros decorrentes da exploração que consolidou o hack.
A empresa se posicionava no mercado cripto como uma emissora totalmente auditada e com 100% de colateral em suas reservas. O projeto buscava se adequar antecipadamente às novas regras do regulamento europeu MiCA e havia recebido um investimento estratégico da Tether em 2024.
Em comunicado oficial publicado na rede social X a respeito do hack, a equipe da StablR informou que atua ativamente para conter os desdobramentos do ataque. A startup recomendou cautela máxima aos usuários e investidores, e ainda não divulgou um plano de compensação financeira.
Hacks de criptomoedas: Abril registra 29 ataques e prejuízo de US$ 635 milhões





