O clima de tensão no Oriente Médio acaba de ganhar um novo capítulo digital. Marinheiros que tentam atravessar o Estreito de Ormuz estão sendo alvo de um golpe com criptomoedas que exige pagamentos em Bitcoin (BTC) e Tether (USDT) para permitir a passagem das embarcações.
O alerta foi emitido pela MARISKS, uma gestora grega de riscos marítimos. Segundo a empresa, golpistas estão enviando mensagens falsas a navios retidos na região, fingindo representar órgãos de segurança do Irã para cobrar “taxas de liberação” em ativos digitais.
“Após o fornecimento dos documentos e a avaliação da sua elegibilidade… poderemos determinar a taxa a ser paga em criptomoeda (BTC ou USDT)”, dizia uma das mensagens interceptadas. A MARISKS é enfática: trata-se de uma fraude e as mensagens não partiram de autoridades oficiais.
Este golpe com criptomoedas aproveita o caos geopolítico na região, que é responsável pelo trânsito de 20% do petróleo mundial. Com o Estreito de Ormuz sob bloqueios constantes e negociações de cessar-fogo travadas, a incerteza virou terreno fértil para criminosos.
Tensões entre Irã e EUA e o fim do cessar-fogo
A situação de segurança é crítica. Enquanto o Irã condiciona a abertura da hidrovia ao fim do bloqueio dos EUA aos seus portos, o presidente Donald Trump subiu o tom no Truth Social. Trump afirmou que o Irã violou a trégua diversas vezes e ameaçou: “muitas bombas começarão a explodir” caso não haja acordo até amanhã.
Do outro lado, Mohammad Baqer Qalibaf, presidente do Parlamento iraniano, rejeitou o que chamou de “mesa de rendição”. Ele alertou que o país tem “novas cartas no campo de batalha” e que o programa nuclear de Teerã é um direito inegociável.
Enquanto as potências mundiais não se entendem em reuniões no Paquistão, cerca de 20.000 marinheiros continuam presos no Golfo. Nesse cenário de medo, o golpe com criptomoedas se torna mais uma ameaça para quem opera em uma das rotas comerciais mais importantes — e perigosas — do planeta.
Fique atento: em momentos de crise, o uso de criptoativos para extorsão tende a aumentar. O golpe com criptomoedas no mar é apenas o reflexo da exploração da vulnerabilidade humana em zonas de conflito.











