O mercado institucional de ativos digitais acaba de anotar um “cinco a zero”. Segundo o relatório mais recente da CoinShares, os fundos de criptomoedas registraram sua quinta semana consecutiva de entradas líquidas, captando US$ 117,8 milhões no período.
Apesar da sequência vitoriosa, o fôlego foi um pouco menor do que nos períodos anteriores. O Brasil seguiu a tendência global e garantiu um superávit de US$ 800 mil (cerca de R$ 3,9 milhões). No acumulado de 2026, os investidores brasileiros já injetaram US$ 63 milhões nesse setor.
O saldo final positivo, porém, esconde um verdadeiro drama de mercado que ocorreu nos bastidores: o clima era de desânimo, com retiradas que somaram US$ 619 milhões em apenas quatro dias.
O jogo só virou na sexta-feira (1º), com uma entrada maciça de US$ 737 milhões em um único dia. Esse movimento foi um dos maiores influxos diários de 2026, sinalizando que o apetite por risco dos grandes investidores voltou com força total no fechamento da semana.
Bitcoin desacelera e Ethereum sofre com saídas
O Bitcoin continuou sendo o queridinho, liderando as entradas com US$ 192,1 milhões. Entretanto, o ritmo caiu consideravelmente em relação à média das três semanas anteriores, que beirava US$ 1 bilhão semanal. O total acumulado do ano para o BTC já atinge US$ 4,2 bilhões.
Já os fundos de criptomoedas focados em Ethereum não tiveram a mesma sorte. A segunda maior moeda do mercado interrompeu uma sequência positiva de três semanas e enfrentou saídas de US$ 81,6 milhões, refletindo uma cautela maior com o ativo.
A CoinShares destacou que a redução na diversidade de ativos procurados pelos investidores — que caiu de nove para apenas quatro tipos nesta semana “é o sinal mais claro de que o sentimento enfraqueceu ao longo dos dias úteis antes de se recuperar na sexta-feira”.
No duelo das gigantes, a BlackRock (iShares) continua na liderança isolada, atraindo US$ 131 milhões. Do outro lado da moeda, a Grayscale seguiu enfrentando resgates pesados, perdendo US$ 72 milhões no mesmo período.





