Fundos de criptomoedas disparam com entrada de US$ 1,4 bilhão e Bitcoin renova fôlego

Fundos de criptomoedas disparam com entrada de US$ 1,4 bilhão e Bitcoin renova fôlego

O mercado de criptoativos deu um salto impressionante na última semana. De acordo com o relatório mais recente da CoinShares, os produtos de investimento em ativos digitais atraíram nada menos que US$ 1,4 bilhão, marcando a maior entrada semanal desde janeiro deste ano.

Esse movimento fez o total de ativos sob gestão (AuM) atingir a marca de US$ 155 bilhões. A intensidade desse fluxo representa 0,91% de todo o capital gerido nesses fundos, o nível mais alto registrado em 2026 até agora, mostrando que o apetite pelo risco está vivíssimo entre os grandes investidores.

O grande protagonista, como de costume, foi o Bitcoin. A moeda sozinha capturou US$ 1,12 bilhão do total investido. Esse influxo massivo coincidiu com um momento técnico importante: o BTC saiu de uma lateralização de dois meses e saltou para os US$ 77.900, seu patamar mais elevado desde fevereiro.

O Ethereum também não ficou para trás. A segunda maior cripto do mercado atraiu US$ 328 milhões, sua melhor semana desde o início do ano. Por outro lado, nem todos os ativos brilharam; o XRP e a Solana registraram saídas de US$ 56 milhões e US$ 2,3 milhões, respectivamente.

E o que está por trás dessa euforia?

Analistas apontam para uma combinação de fatores: otimismo com as negociações de cessar-fogo entre EUA e Irã, melhora na liquidez global e dados de inflação de março mais “comportados” do que o esperado.

Além disso, Wall Street está terminando de montar sua infraestrutura de distribuição. Gigantes como Morgan Stanley e Goldman Sachs estão abrindo as portas para que plataformas de gestão de patrimônio ofereçam ETFs de Bitcoin a seus clientes.

Como bem notou Dessislava Ianeva, analista da Nexo, “essa demanda não exige um catalisador macro para persistir; ela está incorporada à infraestrutura que está sendo montada em Wall Street”. Basicamente, os ETFs estão engolindo a oferta disponível, já que a demanda diária supera em muitas vezes a produção dos mineradores pós-halving.

Apesar da festa, fica o aviso: o cenário geopolítico e a política macroeconômica continuam sendo peças-chave que podem mudar o humor do mercado a qualquer momento.