Bitcoin repete comportamento de ciclos desde 2012 e sinaliza que verdadeiro fundo ainda está por vir

Bitcoin repete comportamento de ciclos desde 2012 e sinaliza que verdadeiro fundo ainda está por vir

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por Redação

O preço do Bitcoin ronda a faixa de US$ 67.002, mas dados de redes (on-chain) da Glassnode indicam que o mercado ainda pode enfrentar novas quedas antes de consolidar o fundo do Bitcoin deste ciclo.

Três gráficos da empresa de análise apontam na mesma direção. Os investidores de longo prazo, que seguram suas moedas por mais de 155 dias, começam a sentir o impacto da desvalorização, mas ainda não atingiram o nível de estresse histórico que marca o fim das baixas.

O indicador LTH-NUPL, que mede o lucro e prejuízo não realizado desses investidores, está em 0.25. Historicamente, as mínimas dos ciclos de 2012, 2015, 2019 e 2022 só foram validadas quando essa métrica confirmou o fundo do Bitcoin de forma mais profunda, algo que ainda não aconteceu.

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O que falta para o verdadeiro fundo do Bitcoin?

Apesar disso, esse grupo continua acumulando e atingiu um recorde histórico, controlando cerca de 15 milhões de BTC. Eles costumam absorver as moedas dos investidores de curto prazo durante as correções para vendê-las na próxima grande alta do mercado.

Atualmente, o prejuízo não realizado dos detentores de longo prazo está em 15,5% quando o ativo operava a US$ 69.500. Em fundos de ciclos anteriores, essa perda passou dos 50%. A Glassnode destacou na rede social X que, embora exista estresse, a base de investidores “permanece longe dos níveis de dor que historicamente marcaram as mínimas do ciclo”.

Para alinhar o cenário atual com o histórico de fundo do Bitcoin visto em capitulações passadas, o mercado poderia testar a região de US$ 56.000, o que elevaria o prejuízo relativo para a faixa de 30% a 40%. Um recuo ainda maior até US$ 44.000 não está descartado caso as métricas piorem.

Por outro lado, se a maior criptomoeda do mercado recuperar o patamar de US$ 105.000, essa tese de baixa será totalmente invalidada. Com uma queda de 11,6% na última semana e de 36,3% no último ano, os dados mostram que o caminho de menor resistência continua sendo para baixo antes de uma nova recuperação.

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