A Fundação Ethereum chamou a atenção do mercado novamente nesta sexta-feira. Pela segunda semana consecutiva, a organização descarregou um lote de 10.000 ETH — cerca de US$ 23 milhões, para a gigante de tesouraria BitMine.
A operação foi realizada via balcão (OTC), o que evita oscilações bruscas no preço de tela. O valor médio da venda ficou em US$ 2.292 por unidade, acompanhando de perto a cotação atual do Ethereum, que subiu cerca de 2% nas últimas 24 horas.
Mas por que a Fundação Ethereum está vendendo tanto? Segundo o comunicado oficial, o objetivo é garantir o caixa para “operações principais, pesquisa e desenvolvimento do protocolo e subsídios para a comunidade”. Na prática, eles estão garantindo os salários e o desenvolvimento da rede.
Essa não é uma movimentação isolada. Na semana passada, outros 10 mil ETH já haviam sido vendidos pelo mesmo valor. Em março, a organização já tinha enviado 5 mil moedas para a BitMine, mostrando que o plano de liquidez está a todo vapor.
O apetite institucional da BitMine e o cenário do mercado
Apesar de ser a maior detentora institucional de Ether, a BitMine vive um momento curioso. A empresa acumula um prejuízo não realizado de mais de US$ 6,3 bilhões devido à queda da moeda desde a sua máxima histórica de quase US$ 5.000 no verão passado.
Mesmo assim, a confiança no ativo parece inabalada. Recentemente, a BitMine revelou sua maior compra de Bitcoin e Ethereum do ano, provando que as baleias institucionais continuam aproveitando os preços atuais para reforçar o estoque a longo prazo.
Enquanto a Fundação Ethereum garante verba para continuar evoluindo a tecnologia, as ações da BitMine (BMNR) responderam positivamente, subindo mais de 1,7% após o anúncio da nova aquisição bilionária.





