Fraude com criptomoedas: Argentina prende 24 pessoas e congela US$ 8 milhões

Fraude com criptomoedas: Argentina prende 24 pessoas e congela US$ 8 milhões

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por Redação

A Promotoria Pública de Buenos Aires liderou a operação Fake Coins“, uma das maiores ações de combate a crimes financeiros da história da província. A ofensiva resultou na prisão de 24 pessoas e no congelamento de mais de 8 milhões de USDT vinculados a uma rede de fraude com criptomoedas.

A Diretoria de Cibercrimes da Polícia Federal Argentina executou 90 mandados de busca simultâneos em todo o país. Além dos criptoativos, os agentes federais apreenderam cerca de 60 milhões de pesos em dinheiro vivo e 80 telefones celulares que eram utilizados para aplicar os golpes.

Segundo as autoridades coordenadas pelo Equipo de Asistencia y Coordinacion en Materia de Criptoactivos, o prejuízo econômico total dessa fraude com criptomoedas passa de 3 bilhões de pesos (cerca de US$ 2,4 milhões), englobando mais de 100 denúncias independentes. A ação superou a histórica operação RainbowEx de 2024, consolidando-se como o maior confisco de moedas digitais da região.

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Três frentes da fraude com criptomoedas desmanteladas

O esquema de fraude com criptomoedas funcionava por meio de três núcleos independentes: o primeiro atraía investidores de varejo usando um aplicativo falso de investimentos na Google Play Store que imitava uma plataforma legítima, operado por supostos assessores financeiros sem qualquer registro regulatório.

“O fato de um aplicativo ser publicado na loja oficial do Google não garante sua autenticidade ou a veracidade das operações financeiras que promete”, alertou a Procuración General em nota oficial.

O segundo grupo atuava no distrito de Azul, invadindo contas de WhatsApp para se passar por conhecidos das vítimas e oferecer dólares no mercado paralelo. Os pesos roubados eram convertidos em stablecoins no mercado P2P da Binance e enviados para contas da ferramenta Binance Pay registradas na Venezuela.

A maior parte dos 8 milhões de USDT, no entanto, foi interceptada no terceiro núcleo, sediado em San Isidro. Uma organização de origem chinesa desenvolvia aplicativos de pirataria infectados com malware do tipo infostealer, capaz de rastrear no ecossistema on-chain e roubar senhas e credenciais bancárias das vítimas.

O avanço desse tipo de fraude com criptomoedas ganha repercussão em um cenário onde a Argentina tenta consolidar seu registro oficial de provedores de serviços de ativos virtuais (PSAV) na Comissão Nacional de Valores (CNV), reestruturado em 2025. Nenhum dos envolvidos na operação possuía autorização legal para atuar.

Os fundos milionários foram congelados com o apoio de plataformas privadas do setor de ativos virtuais. Os 24 detidos agora respondem por crimes como fraude agravada, associação ilícita, lavagem de dinheiro e violação de propriedade intelectual, enquanto a justiça decide o destino dos fundos para a restituição das vítimas.

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