O mercado financeiro debate o futuro dos ativos escassos e uma declaração polêmica reacendeu a disputa entre o metal precioso e as criptomoedas. David McAlvany, CEO do aplicativo de ouro Vaulted, afirmou categoricamente que o mercado está perto de testemunhar o fim do Bitcoin.
Durante sua participação no podcast On The Margin, o executivo estipulou um prazo de quatro anos para a tecnologia de blocos se tornar obsoleta. “Eu acho que estamos a quatro anos de distância do Bitcoin acabar”, disparou McAlvany, apontando a computação quântica como a grande ameaça capaz de resolver os problemas matemáticos da rede instantaneamente.
Enquanto o empresário aposta no fim do Bitcoin, o ouro vive um momento de forte valorização em 2026, operando acima de US$ 4.000 a onça-troy. O banco Goldman Sachs elevou a projeção do metal para US$ 5.400, impulsionado pelo apetite de bancos centrais, que passaram a deter mais ouro do que títulos do Tesouro americano no final de 2025.
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O contra-ataque do mercado à tese do fim do Bitcoin
Para atrair novos investidores, a Vaulted lançou um programa que distribui US$ 30.000 em ouro físico para atletas olímpicos, como a planejadora financeira Lauryn Williams. A iniciativa tenta contrapor a antiga crítica de Warren Buffett de que o metal é um ativo improdutivo. No entanto, soluções modernas já unem os dois mundos, como o token lastreado em ouro da Streamex, que oferece rendimentos de até 400 pontos-base.
Por outro lado, a comunidade de criptomoedas minimiza o alarde tecnológico. Embora o CEO da Coinbase, Brian Armstrong, tenha pedido agilidade aos desenvolvedores para atualizar os sistemas de segurança, a maioria dos criptógrafos estima que uma máquina capaz de quebrar a rede está a pelo menos uma década de distância.
O investidor Michael Terpin também rechaçou a projeção de McAlvany sobre o fim do Bitcoin, lembrando que o ativo superou qualquer outra classe de investimentos na última década. Terpin destacou que apenas 4% da população global possui a moeda digital, sinalizando um amplo espaço para crescimento à medida que o debate sobre reservas de valor ganha força.





