Crise de oferta ou nova queda? O que esperar para o preço do Bitcoin até o fim de 2026

Crise de oferta ou nova queda? O que esperar para o preço do Bitcoin até o fim de 2026

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por Redação

O preço do Bitcoin passa por um momento transição estrutural, dividido entre a escassez de moedas em circulação e projeções de baixa para o encerramento do ano. De um lado, dados de mercado revelam um movimento massivo de acumulação; de outro, mineradores alertam para novos testes de suporte.

Segundo um estudo recente da K33 Research, as carteiras de longo prazo detêm a marca histórica de 79% do suprimento circulante da moeda digital. Esse comportamento retém os ativos fora das plataformas de negociação, reduzindo drasticamente a liquidez imediata disponível para novos compradores institucionais e ETFs.

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Projeções dos mineradores e o impacto no preço do Bitcoin

A baixa movimentação fica clara quando observamos que apenas 218.421 BTC antigos foram reativados no início de junho de 2026, o menor patamar desde 2012. Para efeito de comparação, o volume de moedas transacionadas no mesmo período de 2024 foi de 1,18 milhão de BTC, demonstrando a postura atual de forte retenção por parte dos investidores veteranos.

A calmaria na circulação coincide com uma sutil recuperação no cenário macroeconômico global, onde o preço do Bitcoin operou na faixa dos 65.000 dólares, após passar por correções. O mercado agora acompanha as próximas decisões de política monetária do comitê do Federal Reserve dos Estados Unidos (FOMC), que terá sua primeira reunião sob a liderança de Kevin Warsh.

Apesar da aparente escassez protetora, analistas do setor de mineração traçam um cenário mais rigoroso para o preço do Bitcoin nos próximos meses. Jiang Zhuoer, uma das lideranças da mineração na China, prevê que o fundo definitivo deste ciclo de baixa deve acontecer apenas no último trimestre de 2026.

A estimativa aponta para uma retração que pode empurrar o preço do Bitcoin para a faixa entre 42.000 e 44.000 dólares. A tese é baseada na métrica mNAV da Strategy, que avalia a relação entre o valor de mercado da empresa e suas reservas reais do ativo. Atualmente em 0,72, o indicador costuma antecipar o piso real do mercado spot com cerca de seis meses de antecedência.

Caso essa tendência se confirme, as empresas de mineração com equipamentos antigos e custos elevados de energia elétrica enfrentarão fortes desafios de rentabilidade, o que pode acelerar a consolidação do setor.

Enquanto o mercado de balcão lida com a volatilidade, outros pilares do ecossistema cripto mostram maturidade independente. A tokenização de ativos reais (RWA) ultrapassou o marco de 20 bilhões de dólares em redes blockchain e a atividade de desenvolvedores nas principais redes de primeira camada segue acelerada, indicando que o desenvolvimento tecnológico continua aquecido.

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