O preço do Bitcoin abaixo de US$ 60 mil marca a primeira vez desde o início de junho que a criptomoeda perde esse nível de suporte. O movimento contraria as projeções iniciais de que o ativo quebraria seu histórico ciclo de quatro anos.
A gestora de investimentos 21Shares previa que o padrão do mercado terminaria antes de 2026. No entanto, a empresa reconheceu em seu relatório recente que a ação de preço continua familiar, embora a estrutura interna do mercado tenha mudado de forma visível.
Preço do Bitcoin recua, mas ‘armadilha’ pode impulsionar alta para US$ 76 Mil
O que esperar com o Bitcoin abaixo de US$ 60 mil?
O recuo atual representa uma queda de 52% em relação à máxima histórica, um movimento consideravelmente mais suave do que os antigos “invernos cripto”, que registravam perdas superiores a 80%. Essa mudança estrutural é impulsionada pela crescente adoção institucional via ETFs.
Apesar do cenário o Bitcoin se mantém acima do seu custo base na rede, avaliado em US$ 54.000. Segundo dados da Glassnode, isso indica que o mercado ainda não cedeu a uma capitulação total dos investidores.
Enquanto os fundos negociados em bolsa (ETFs) de criptomoedas enfrentaram saídas de quase US$ 3 bilhões no último trimestre, traders do mercado visualizam oportunidades de curto prazo. Analistas gráficos apontam para um possível salto de alívio de 15% nos próximos dias.
Especialistas conhecidos no mercado, como Killa e RektProof, projetam que o ativo deve respeitar o fundo atual e buscar novamente a região dos US$ 70.000. A expectativa técnica é que o mercado opere de forma lateralizada até o final do mês.
No cenário macroeconômico, o avanço de acordos sobre o trânsito de petróleo no Estreito de Ormuz teve impacto limitado no apetite ao risco. Investidores de ações e criptomoedas mantêm a cautela, aguardando a divulgação do índice PCE nos Estados Unidos para definir os próximos passos.
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