Com 29 milhões de adeptos mapeados pelo Datafolha, as criptomoedas deixam a bolsa brasileira no retrovisor

Com 29 milhões de adeptos mapeados pelo Datafolha, as criptomoedas deixam a bolsa brasileira no retrovisor

O mercado financeiro nacional passa por uma mudança expressiva. Atualmente, o número de investidores de criptomoedas no Brasil chegou a 29 milhões de pessoas, o que representa 17,2% da população acima de 16 anos.

Os dados são da 2ª Pesquisa Nacional das Criptomoedas, conduzida pelo Datafolha em parceria com a Paradigma. O levantamento indica que os ativos digitais deixaram de ser restritos a especialistas e alcançaram adoção em massa.

A comparação com a bolsa de valores é o principal destaque do estudo. Existem 2,3 vezes mais brasileiros com recursos alocados no mercado digital do que em ações, que registram apenas 7,4% de adoção entre os entrevistados.

Ao contrário da percepção inicial do mercado, as criptomoedas no Brasil não são um fenômeno exclusivo das classes altas. O documento aponta que 77,6% das pessoas que investiram no setor ganham até três salários mínimos.

Política e o futuro das criptomoedas no Brasil

Entre as opções gerais para guardar dinheiro, a poupança ainda lidera com 57,1%. No entanto, o mercado de ativos digitais já ultrapassa produtos tradicionais como títulos públicos, CDB, dólar e ouro na preferência nacional.

O nível geral de conhecimento da população sobre o tema subiu para 66,4%. O Bitcoin lidera com folga (60,7%), seguido pelo Ethereum (11,1%) e pelo Drex (10,3%). O avanço no interesse foi impulsionado pela região Centro-Oeste.

O crescimento expressivo do setor começa a refletir em novas demandas no Congresso. Cerca de 65,8% dos usuários de ativos digitais consideram importante eleger parlamentares comprometidos com a proteção do segmento.

Apesar da adoção acelerada, a complexidade da tecnologia continua operando como uma barreira de entrada. Cerca de 77% das pessoas que conhecem as criptomoedas no Brasil ainda consideram a estrutura tecnológica difícil de entender.

A facilidade de acesso explica a preferência pelas plataformas tradicionais. Os aplicativos bancários são a principal porta de entrada, utilizados por 83% dos usuários, enquanto a autocustódia avança gradualmente e já alcança 4% da população.