As criptomoedas se consolidaram como o segundo produto financeiro mais mencionado por influenciadores digitais no Brasil. Segundo a 10ª edição do relatório FInfluence, elaborado pela Anbima em parceria com o IBPAD, o setor registrou 56.867 menções no segundo semestre de 2025.
O volume expressivo deixou os ativos digitais atrás apenas das ações, que lideraram o ranking com 129.968 citações. O avanço reflete um crescimento geral de 44,9% nas publicações sobre investimentos nas redes, impulsionado pelo otimismo com o cenário econômico doméstico.
Contudo, o levantamento revela um paradoxo: falar muito não significa reter a atenção. Apesar do forte espaço digital, as criptomoedas ficaram na lanterna do engajamento, ocupando a décima posição com uma média de apenas 2.730 interações por postagem.
Em contrapartida, aplicações tradicionais como poupança, previdência privada e renda fixa registraram volumes menores de publicações, mas lideraram o interesse real do público, alcançando médias expressivas entre 6 mil e 7,6 mil interações por post.
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O desafio de conectar o público ao mercado de criptomoedas
Para Amanda Brum, CMO da Anbima, o fenômeno mostra que a atenção do investidor não está no ativo isolado, mas na estratégia de alocação. A executiva defende que o formato da abordagem dita o sucesso da comunicação na internet.
“Ao longo das edições do FInfluence, há um padrão consistente: o produto mais citado não é o que desperta mais interesse da audiência. Isso acontece porque a atenção não está no ativo isolado, mas na forma como ele é contextualizado. Isso gera uma conexão mais duradoura, independentemente do volume de menções”, afirmou Brum.
O estudo aponta que as criptomoedas costumam aparecer associadas a ações, câmbio e ouro quando o foco é a montagem de carteira. O grande desafio do segmento para os próximos meses será transformar essa alta visibilidade em debates mais profundos e interativos com os seguidores.





