A Coinbase acaba de dar um passo gigante em sua expansão global. Agora, os investidores do Reino Unido podem fazer empréstimos com criptomoedas, usando Bitcoin ou Ethereum como garantia para conseguir liquidez imediata em USDC.
A grande sacada aqui é que o usuário não precisa vender suas moedas. Isso evita a liquidação de ativos em momentos de baixa e permite que o investidor continue exposto à valorização do mercado enquanto utiliza o dinheiro para outras necessidades.
O serviço roda através do protocolo Morpho, que opera dentro da Base — a rede de segunda camada do Ethereum apoiada pela própria Coinbase. A segurança e a transparência do código aberto são os pilares dessa nova modalidade de crédito.
Para quem tem muito capital, os limites chamam a atenção. Quem usar Bitcoin como colateral pode tomar até US$ 5 milhões em USDC. Já para o Ethereum, o limite máximo é de US$ 1 milhão, dependendo sempre do valor total depositado como garantia.
A meta da Coinbase: ser o “super app” financeiro dos britânicos
Essa estratégia de oferecer empréstimos com criptomoedas já se provou um sucesso nos Estados Unidos, onde o serviço estreou em janeiro de 2025. Até meados de abril deste ano, a exchange já havia movimentado mais de US$ 2,17 bilhões nessas operações.
“Empréstimos garantidos por criptomoedas fazem parte dos esforços da Coinbase para construir o aplicativo financeiro número um no Reino Unido”, afirmou o CEO da Coinbase no país. A empresa quer ser o porto seguro para o investidor britânico gerenciar e fazer seu patrimônio crescer.
A novidade chega logo após a exchange liberar negociações em DEX e contas de poupança para os britânicos. Tudo isso ocorre sob o guarda-chuva da FCA, o órgão regulador local, onde a empresa obteve registro oficial no início do ano passado.
No mercado financeiro, as ações da Coinbase (COIN) na Nasdaq operam em leve queda de 1% hoje, cotadas acima de US$ 204. No entanto, o papel ainda acumula uma alta expressiva de quase 17% na última semana, acompanhando o otimismo recente do setor.











