A Coinbase já fornece a infraestrutura por trás dos serviços de criptomoedas oferecidos por grandes bancos brasileiros. As instituições utilizam a plataforma americana para permitir que clientes comprem, vendam e mantenham ativos digitais, além de atender às próprias mesas de investimento, segundo reportagem da VEJA publicada nesta sexta-feira (6).

Fabio Plein, diretor regional da Coinbase, confirmou à revista que a empresa mantém acordos com grandes instituições financeiras no Brasil. Ele, porém, não revelou quais bancos utilizam a plataforma.

A operação coloca a corretora americana em uma posição estratégica no mercado financeiro nacional: embora não apareça necessariamente na relação direta com o consumidor, a empresa fornece a infraestrutura especializada que permite aos bancos incorporar serviços de criptoativos à própria oferta.

Coinbase aparece entre instituições na mira do Banco Central

A divulgação dos acordos ocorreu no mesmo dia em que o Banco Central apresentou a relação de 134 instituições em processo de licença para operar com criptoativos no país, conforme reportagem da Exame.

A Coinbase aparece na lista ao lado de outras empresas do setor, como Binance, OKX e Bitget. Também estão relacionadas instituições tradicionais, incluindo BTG Pactual, Banco do Brasil, Bradesco, Itaú e XP.

A nova regulamentação do Banco Central estabelece que bancos e instituições de pagamento não poderão operar com prestadoras de serviços de ativos virtuais sem autorização do órgão, ressalvadas as regras de transição.

Nesse modelo de terceirização, o banco continua responsável pelo relacionamento com o cliente, enquanto uma empresa especializada assume a estrutura de negociação e custódia dos criptoativos.

O nome dos parceiros brasileiros da Coinbase permanece desconhecido. Ainda assim, a confirmação dos acordos por seu diretor regional revela que a infraestrutura de empresas especializadas já faz parte da oferta de serviços digitais de grandes instituições financeiras do país.

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Luíza Nunes
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Luíza Nunes