
Em um movimento que confirma sua tese otimista, a Bitmine compra Ethereum novamente para fortalecer sua tesouraria corporativa. Nesta semana, a empresa de tecnologia adquiriu mais 15.112 unidades da criptomoeda, um investimento de aproximadamente US$ 41 milhões.
Com essa nova movimentação, a companhia listada na Bolsa de Nova York (NYSE) passou a deter exatos 6.016.414 tokens. Considerando o preço de referência atual de US$ 2.726 por moeda, esse volume gigantesco resulta em uma avaliação de cerca de US$ 16,4 bilhões.
O montante agora representa 4,9% do suprimento total de 122,1 milhões de moedas em circulação. Dessa forma, a estratégia em que a Bitmine compra Ethereum ininterruptamente deixa a companhia com 99% do caminho percorrido para atingir sua meta batizada de “Alchemy of 5%”, cujo foco é controlar 5% de toda a rede.
Esse marco de tesouraria foi construído em apenas 15 meses, através de aportes semanais feitos de forma contínua desde 30 de junho de 2025. Analisando o cenário, o presidente da companhia, Tom Lee, afirmou que um mercado de alta nas criptomoedas já está em andamento.
O motivo pelo qual a Bitmine compra Ethereum contra o cenário macro
De acordo com Lee, a criptomoeda teve um desempenho superior ao de vários outros ativos macroeconômicos neste trimestre. O ativo superou o índice S&P 500 em 6.832 pontos-base, contrariando desafios severos como as políticas do Federal Reserve, a disparada do petróleo e o aumento nos rendimentos dos títulos globais.
O executivo também ressaltou a blindagem da operação: as ações da empresa (BMNR) caíram apenas 3% nos primeiros nove meses de 2026, enquanto a criptomoeda recuou 10% no mercado de baixa do mesmo período. Hoje, a empresa possui a maior tesouraria do ativo no mundo e a segunda maior do mercado cripto, atrás apenas da Strategy de Michael Saylor, que detém 847.666 Bitcoins.
Considerando caixa, 214 Bitcoins e investimentos em companhias como Beast Industries e Eightco Holdings (focada em IA), o patrimônio total da Bitmine alcançou US$ 17,4 bilhões. Como benefício extra, a empresa ainda gera renda passiva: cerca de 84% de seus tokens (5.067.309 unidades) estão em staking na plataforma MAVAN, projetando uma receita anual de US$ 363 milhões.








