O Bitcoin encerrou o mês de abril com uma valorização de quase 12%, mostrando uma resiliência impressionante em um cenário global turbulento. Este foi apenas o segundo fechamento mensal positivo da moeda desde setembro de 2025.
A subida aconteceu em meio a uma escalada geopolítica pesada. O petróleo disparou para US$ 120 o barril após a saída dos Emirados Árabes da OPEP e rumores de planos militares dos EUA envolvendo infraestruturas no Irã.
Mas o que segurou o preço do Bitcoin? O apetite institucional falou mais alto. A Strategy (antiga MicroStrategy) realizou quatro compras pesadas no mês, injetando cerca de US$ 4,13 bilhões no ativo digital.
Esse movimento também salvou os papéis da própria Strategy na bolsa. As ações da empresa subiram 32% em abril, quebrando uma sequência amarga de nove meses seguidos de perdas para os acionistas.
Nem tudo são flores: a dúvida sobre a demanda real de Bitcoin
Apesar do rali que levou o Bitcoin para a casa dos US$ 77.350, o mercado acende um alerta amarelo. Dados da CryptoQuant indicam que a demanda orgânica está em contração, o que sugere um movimento mais especulativo.
Analistas apontam que parte da força vinda dos ETFs pode ser apenas uma estratégia neutra, conhecida como “cash-and-carry”, onde grandes players buscam lucros rápidos sem necessariamente apostar na alta do Bitcoin a longo prazo.
Mesmo assim, o sentimento geral é de esperança. Com maior clareza regulatória e apoio institucional, especialistas acreditam que o cenário é mais encorajador do que nos meses anteriores, indicando um mercado em alta em formação.





