O Bitcoin hoje amanheceu no vermelho, perdendo o fôlego após uma sequência de decisões macroeconômicas pesadas nos Estados Unidos e o agravamento das tensões no Oriente Médio.
A maior criptomoeda do mercado recuou 2,2%, sendo negociada na casa dos US$ 76.082. Em solo brasileiro, o Bitcoin hoje é cotado a R$ 380.118, refletindo o clima de cautela global.
O movimento de queda não foi exclusivo do BTC: o Ethereum acompanhou o recuo com baixa de 3,6% (US$ 2.259), enquanto nomes como Solana e XRP também operam em queda superior a 2%.
O grande vilão foi o Federal Reserve (Fed). O banco central americano decidiu manter a taxa de juros entre 3,5% e 3,75%, mas o que realmente assustou foi o tom da reunião, a mais dividida em três décadas.
O impacto dos juros e do petróleo no mercado
A votação terminou em 8 a 4 pela manutenção, com três membros do comitê defendendo uma postura ainda mais rígida, sem previsão de cortes em breve. Isso jogou um “balde de água fria” nos investidores que esperavam liquidez.
Para piorar o cenário, o petróleo Brent disparou 7%, batendo US$ 126 o barril — o maior valor em quatro anos, e o mercado reagiu a notícias sobre possíveis novas opções militares dos EUA contra o Irã.
Matt Mena, estrategista da 21Shares, destaca que os dissidentes do Fed que pediram o fim da flexibilização monetária interromperam a euforia. Sem um catalisador de alta, o Bitcoin encontra-se em uma zona de incerteza.
Segundo André Franco, CEO da Boost Research, o mercado agora reprecifica os ativos para um cenário de juros altos por mais tempo. Ele projeta que o BTC deve oscilar entre US$ 74.500 e US$ 77.000 no curto prazo.
A pressão do petróleo e o avanço dos rendimentos dos títulos americanos são os principais obstáculos que impedem que o Bitcoin hoje recupere o fôlego para romper novas resistências.





