O cenário macroeconômico global impactou diretamente o mercado de criptoativos nesta semana. A recente queda do Bitcoin levou a principal moeda digital do mundo a operar abaixo da marca de US$ 76 mil, registrando uma desvalorização de 3,31% em apenas 24 horas e cotada a US$ 74.665.
Esse recuo reflete as crescentes tensões geopolíticas no Oriente Médio, intensificadas por declarações e avisos de Donald Trump direcionados ao Irã. O movimento gerou uma corrida dos investidores para ativos tradicionais de proteção, como o ouro e o dólar americano.
Como consequência desse comportamento de aversão ao risco, o mercado cripto registrou um volume recorde de US$ 577,9 milhões em liquidações automáticas, sendo US$ 214,59 milhões correspondentes apenas a posições de traders operando comprados em BTC.
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Os impactos da queda do Bitcoin no segundo trimestre
A pressão vendedora ganhou ainda mais força com a saída de US$ 36,29 milhões dos ETFs de Bitcoin em um único dia, reduzindo a demanda institucional. Paralelamente, a postura rígida do Federal Reserve em manter os juros altos fortalece o dólar e alimenta temores de recessão.
Com esse desempenho, o encerramento do segundo trimestre de 2026 projeta um cenário desafiador, acompanhado por um volume de negociações diárias de US$ 31,49 bilhões. O ativo acumula retração de 5% na semana e recuo de 15% frente ao topo histórico de US$ 126 mil registrado em outubro de 2025, reduzindo o valor de mercado total para US$ 1,5 trilhão. Altcoins expressivas como ETH, NEAR e XRP acompanham o fluxo negativo, acumulando perdas de 10% a 20% no mês.
No campo técnico, indicadores como o Índice de Força Relativa (RSI) em zona de sobrevenda e o MACD negativo apontam a continuidade do pessimismo de curto prazo. Analistas do setor avaliam que, sem a presença de um novo fato gerador de otimismo macroeconômico, a tendência é que a queda do Bitcoin force uma consolidação de preços na faixa entre US$ 70 mil e US$ 76 mil.
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