O Bitcoin hoje amanheceu em território negativo, perdendo o importante suporte de US$ 80 mil. O recuo acontece em meio a um clima de incerteza global, com investidores monitorando de perto os desdobramentos dos conflitos entre Estados Unidos e Irã.
Nas últimas 24 horas, o Bitcoin registrou uma queda de 1,3%, sendo negociado na casa dos US$ 79.828. Em solo brasileiro, a principal criptomoeda do mercado saiu por aproximadamente R$ 393.855. Apesar do susto matinal, o ativo ainda sustenta uma valorização semanal de 3,5%.
Acompanhando o movimento, o Ethereum (ETH) teve uma baixa de 1,9%, cotado a US$ 2.282, enquanto Solana (SOL) e XRP também operam no vermelho, com quedas de 0,9% e 1,8%, respectivamente. O mercado agora aguarda o “Payroll”, o relatório de empregos dos EUA, que dita o ritmo da economia americana.
O que esperar do Bitcoin nos próximos dias?
O mau humor do mercado financeiro foi alimentado por novos ataques militares no Estreito de Ormuz. Com a escalada da tensão, o petróleo Brent voltou a ultrapassar a marca dos US$ 100, o que geralmente afasta os investidores de ativos de risco, como as criptomoedas.
Para André Franco, CEO da Boost Research, a expectativa para o Bitcoin é de neutralidade com um viés levemente negativo no curto prazo. Segundo o analista, a recuperação do petróleo e a alta dos juros criam um cenário desafiador para o BTC.
“O fato de ter perdido força enquanto o mercado global reduz exposição sugere cautela e risco de teste de suportes”, explica Franco. Ele destaca que, se o Payroll vier mais forte que o esperado, a pressão de venda pode aumentar.
Por outro lado, nem tudo é pessimismo. Enquanto o mercado de opções mostra investidores comprando proteção contra quedas, analistas da XWIN Japan projetam que o Bitcoin ainda pode buscar os US$ 93.000 no médio prazo, embora o caminho não deva ser uma linha reta.
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