O Bitcoin opera em queda de 2,1%, negociado na faixa de US$ 62.100. A desvalorização ocorre após o presidente norte-americano, Donald Trump, anunciar o encerramento do cessar-fogo com o Irã, intensificando a instabilidade geopolítica global.
O cenário impactou diretamente o mercado de criptomoedas. Além da queda do principal ativo digital, o Ethereum recua 2,4% para US$ 1.736. Outras altcoins também registram perdas: o XRP desvaloriza 4,2%, a Solana cai 5% negociando novamente a $77 após desafiar $84 na segunda-feira e o BNB tem baixa de 2,9%.
A renovação do conflito pressiona a economia global. Inicialmente, a crise levou o barril de petróleo Brent acima de US$ 100, gerando choques inflacionários. Embora o insumo tenha recuado recentemente para menos de US$ 60, o receio de novas altas de juros afasta investidores de ativos de risco e os direciona para títulos públicos.
O impacto dos fundos institucionais no Bitcoin
Apesar do cenário macroeconômico adverso, os fundos de índice (ETFs) de Bitcoin à vista nos EUA fecharam a terça-feira com saldo positivo de US$ 21,44 milhões. O resultado marca o terceiro dia seguido de captação líquida, interrompendo um ciclo prolongado de saídas iniciado em junho.
O fundo IBIT, gerido pela BlackRock, liderou as entradas com US$ 54,80 milhões, o suficiente para absorver os resgates dos fundos FBTC, da Fidelity, e do ARKB. Com isso, o patrimônio total sob gestão dos ETFs subiu para US$ 77,26 bilhões, recuperando-se da mínima de US$ 70,95 bilhões registrada em 30 de junho.
Essa sequência positiva indica uma tentativa de estabilização do mercado institucional. No entanto, a sustentabilidade dessa reação será testada nas próximas semanas, especialmente com a divulgação de novos dados de inflação e a decisão sobre a taxa de juros pelo Federal Reserve no fim de julho.





