O preço do Bitcoin amanheceu em queda nesta terça-feira, sendo negociado na casa dos US$ 76.923. O recuo de 2,4% ocorre após a moeda falhar em sustentar o patamar de US$ 79 mil pela terceira vez em apenas oito dias.
O culpado da vez não está apenas no gráfico, mas no cenário geopolítico: o petróleo tipo Brent subiu para US$ 109 o barril com o impasse no Estreito de Ormuz envolvendo o Irã. O mercado global ligou o sinal de alerta, e o setor cripto sentiu o golpe.
As altcoins também operam no vermelho: o Ethereum (ETH) caiu 3,7%, a Solana (SOL) recuou 3,9% e o XRP registrou baixa de 3,2%. No top 10, apenas Dogecoin (DOGE) e Tron (TRX) conseguiram nadar contra a maré nas últimas 24 horas.
Baleias acumulando ou armadilha de ursos?
Apesar da correção, o sentimento entre grandes investidores ainda é misto. Mike Novogratz, da Galaxy Digital, destaca que a demanda institucional e o varejo estão criando uma base sólida para novas altas no preço do Bitcoin.
Dados da Santiment reforçam esse otimismo, mostrando que as baleias acumularam mais de 40 mil BTC nas últimas duas semanas, o medo de ficar de fora (FOMO) parece estar substituindo o pânico de curto prazo.
Por outro lado, Ki Young-Ju, fundador da CryptoQuant, alerta que a recente subida foi movida por um “short squeeze” (liquidação forçada de posições vendidas) no mercado de derivativos. Para ele, sem demanda real no mercado à vista, o preço do Bitcoin fica vulnerável.
Enquanto a dúvida paira, grandes empresas seguem comprando: a MicroStrategy adquiriu US$ 3,9 bilhões em abril, e a japonesa Metaplanet anunciou hoje uma emissão de US$ 50 milhões em dívida para aumentar suas reservas da criptomoeda.
O “xeque-mate” da semana deve vir nos próximos dois dias. O mercado aguarda a decisão do Federal Reserve sobre os juros americanos e os resultados das gigantes de tecnologia, como Google e Apple. Esses gatilhos decidirão se o preço do Bitcoin buscará os US$ 80 mil ou continuará travado na resistência atual.





