O mercado de criptomoedas amanheceu sob pressão nesta quinta-feira (14). O Bitcoin hoje recuou para a casa dos US$ 79.607, registrando uma queda de 1,9% nas últimas 24 horas e quebrando o importante suporte psicológico dos US$ 80 mil.
Em solo brasileiro, a maior criptomoeda do mundo é negociada na faixa de R$ 400.795. O movimento de baixa não é exclusivo: o Ethereum (ETH) recua 2,3%, enquanto a Solana (SOL) sofre um tombo mais forte, de 4,7%.
O principal gatilho para essa aversão ao risco foi o encontro entre Donald Trump e Xi Jinping em Pequim. Em uma declaração direta que gelou os mercados, o líder chinês alertou que qualquer erro na condução da questão de Taiwan pode levar as duas potências a um conflito direto.
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Próximos suportes e o que esperar do preço
“A questão de Taiwan é a questão mais importante nas relações China-EUA”, afirmou Xi Jinping, segundo a emissora estatal CCTV. O líder reforçou que a independência da ilha é “fundamentalmente incompatível” com a paz na região, classificando a situação como um ponto de perigo extremo.
A tensão geopolítica sobre o Bitcoin hoje se soma aos dados macroeconômicos desfavoráveis vindos dos Estados Unidos. Na quarta-feira, o Índice de Preços ao Produtor (PPI) saltou 1,4%, vindo muito acima do esperado e reforçando o medo de que os juros americanos demorem a cair.
Com o cenário externo conturbado, os analistas agora voltam os olhos para o nível de US$ 78 mil, patamar considerado crucial para manter a estrutura de alta que levou o ativo aos US$ 82 mil recentemente. Se o Bitcoin não conseguir segurar esse suporte, o mercado pode entrar em uma zona de capitulação similar à vista no final de abril.
Por outro lado, o interesse de compradores estruturais pode surgir se o preço estabilizar acima dessa marca. Enquanto o Ministério das Relações Exteriores de Taiwan aponta Pequim como o “único risco à estabilidade regional”, os investidores de cripto preferem a cautela, aguardando os próximos capítulos dessa queda de braço diplomática entre as duas maiores economias do mundo.
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