O Banco de Compensações Internacionais (BIS), conhecido como o banco central dos bancos centrais, passou a adotar os dados do Token Terminal em seus estudos oficiais sobre o mercado de ativos digitais.
No relatório de março de 2026, os pesquisadores cruzaram esses dados do Token Terminal com análises sobre a fragmentação de blockchains para avaliar o desempenho de redes como Ethereum, Solana e Tron.
Os relatórios apontam que, no fim de 2025, cada uma dessas redes registrava receitas anualizadas de taxas entre 500 e 600 milhões de dólares, refletindo a atividade econômica real dos usuários.
O impacto da fragmentação segundo os dados do Token Terminal
Além desse artigo, outros boletins do BIS combinam métricas para avaliar o comportamento de redes de segunda camada (Layer 2), volumes de transação e a distribuição de stablecoins no mercado internacional.
A análise mostra um forte fenômeno de fragmentação: quando o custo transacional sobe em uma rede, o público migra rapidamente para concorrentes mais baratas, dispersando a liquidez.
Para os investidores, os dados do Token Terminal servem como um indicativo de portfólio, sinalizando que a vantagem competitiva de grandes protocolos pode ser menos sólida do que o imaginado.
Vale ressaltar que o uso dessas ferramentas faz parte da rotina de pesquisa metodológica do BIS, não representando um endosso formal às criptomoedas ou uma virada estratégica do órgão.




