O UBS, maior banco da Suíça, deu um passo decisivo ao liberar a negociação direta de Bitcoin e Ethereum para seus clientes de alta renda. O movimento consolida de vez a entrada dos bancos suíços no mercado de massa.
A instituição se junta a outros gigantes como o Zürcher Kantonalbank (ZKB) e o PostFinance. Juntos, esses bancos já oferecem acesso a criptoativos para mais de 2,5 milhões de contas no país europeu.
Hoje, a Suíça lidera o ranking global com 20 bancos oferecendo serviços cripto. Para se ter uma ideia, os Estados Unidos aparecem logo atrás com 15 instituições, seguidos pela Alemanha com 12.
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O lucro real e o perfil do investidor de cripto nos bancos suíços
Uma das maiores surpresas dessa onda de adoção é o perfil do investidor. Ao contrário do que se pensava, não são apenas os jovens que estão comprando. No ZKB, o comprador médio tem entre 30 e 50 anos.
Muitos desses investidores são clientes que já tinham dinheiro parado no banco e nunca haviam montado uma carteira de investimentos antes. Agora, os lucros com ativos digitais já representam 20% do resultado de instituições como o Maerki Baumann.
A tendência não é exclusiva da Suíça, mas parte de um movimento global. Uma pesquisa recente da EY-Parthenon revelou que 73% dos investidores institucionais planejam aumentar suas alocações em cripto ainda este ano.
A segurança e a clareza nas leis são os principais atrativos. Os bancos suíços se beneficiam de uma lei de 2021 que traz regras claras para o setor, garantindo que o investidor tenha a mesma proteção de um investimento tradicional.
Contudo, o cenário pode mudar em 2027 com novas regras fiscais da OCDE e atualizações na licença da FINMA. Especialistas alertam que o excesso de microgerenciamento regulatório pode testar o protagonismo da Suíça no futuro próximo.





