
A presença dos bancos no mercado de criptomoedas deu um salto expressivo na União Europeia. Entre o fim de junho e meados de setembro, o número de instituições bancárias cadastradas na plataforma da ESMA dobrou, subindo de cerca de 40 para aproximadamente 80.
Com esse movimento, as instituições tradicionais já representam quase 23% do total de provedores registrados sob o enquadramento do Markets in Crypto-Assets (MiCA). No início do período, essa participação era de cerca de 17%, segundo dados do registro oficial analisados pela Cointelegraph.
No mesmo intervalo, o total geral de provedores de serviços de criptoativos (CASPs) subiu de 243 para 349. Embora as empresas nativas do setor ainda liderem a lista e tenham crescido em termos absolutos, a fatia proporcional das não bancárias recuou de 84% para 77%.
A Alemanha liderou essa expansão no continente europeu. Dezenas de bancos comerciais e redes cooperativas regionais, como os grupos Volksbank, Raiffeisenbank e VR Bank, passaram a integrar o registro oficial do órgão regulador.
Entre as grandes instituições, o Deutsche Bank anunciou planos para oferecer custódia de ativos digitais voltada a clientes corporativos e institucionais na Europa. Um porta-voz do maior banco alemão informou que a expectativa é obter a aprovação regulatória sob o MiCA em outubro.
O caminho facilitado dos bancos no mercado de criptomoedas
Esse avanço acelerado ocorre porque os bancos contam com um canal regulatório diferenciado no ecossistema europeu. Enquanto empresas de tecnologia e corretoras precisam solicitar autorização formal de CASP, os bancos utilizam um procedimento simplificado de notificação.
Pelo Artigo 60 do enquadramento do MiCA, uma instituição de crédito pode prestar serviços com ativos virtuais apenas enviando as informações exigidas ao regulador do seu país de origem. A comunicação deve ser feita com ao menos 40 dias úteis de antecedência do início das operações.
Essa rota de notificação permite que os bancos expandam suas ofertas mercado de criptomoedas com maior rapidez, sem a necessidade de submissão ao processo tradicional de licenciamento aplicável às demais empresas.








