
A Babylon Labs apresentou uma nova proposta de governança para introduzir um sistema inovador de empréstimo de Bitcoin no protocolo Aave V4. O plano busca permitir que detentores de BTC obtenham stablecoins sem a necessidade de vender seus ativos ou transferi-los para custodiantes tradicionais.
A tecnologia utiliza os cofres sem custódia (Trustless Bitcoin Vaults) da Babylon operando diretamente na rede do Bitcoin, empregando o sistema Taproot. Para que o ecossistema descentralizado da Aave na rede Ethereum reconheça o colateral, um token de contabilização ERC-20 restrito representará o valor do BTC bloqueado um a um.
Para viabilizar o empréstimo de Bitcoin com segurança, a arquitetura da Aave V4 contará com dois componentes específicos conhecidos como Spokes. O “Babylon Spoke” cuidará das operações de crédito garantidas por criptomoedas nativas, enquanto o “BTC Vault Swap Spoke” gerenciará o processo de liquidações utilizando ativos empacotados como o WBTC durante a liquidação na blockchain.
Como funcionam as regras de receita e a segurança para o empréstimo de Bitcoin
A governança da Aave DAO controlará todos os parâmetros operacionais para o empréstimo de Bitcoin, e a proposta inclui um modelo de divisão de receitas. A DAO receberá integralmente os primeiros US$ 500 mil em taxas anuais geradas, com faixas de distribuição posteriores destinadas à Babylon e a recompras de tokens AAVE e BABY.
O projeto, comentado positivamente pelo fundador da Aave, Stani Kulechov, ainda está em fase de debate e exigirá votações na comunidade, incluindo uma consulta no Snapshot que requer 320 mil votos equivalentes de AAVE.
Várias auditorias de segurança independentes já foram realizadas por empresas como Coinspect, Sherlock e Runtime Verification.









