O protocolo Aave anunciou uma reformulação completa em sua estrutura de gerenciamento de riscos para conter vulnerabilidades entre plataformas. A medida é uma resposta direta ao histórico ataque de US$ 290 milhões contra a ponte de ativos da KelpDAO, ocorrido em abril.
Na ocasião, o invasor utilizou os tokens rsETH roubados como garantia dentro do Aave V3 para tomar empréstimos substanciais em WETH. Esse movimento gerou forte preocupação sobre o risco sistêmico e a potencial insolvência da plataforma de empréstimos.
Kelp DAO e Aave anunciam retomada de saques após hack histórico de US$ 292 milhões
Novas regras do protocolo Aave contra riscos sistêmicos
Para evitar novos incidentes, o fundador Stani Kulechov explicou que o time de desenvolvimento se dedicou nas últimas semanas para criar novos padrões unificados. O modelo foi desenhado pela LlamaRisk e passará por votação da governança antes de ser implementado nas versões V3, V4 e no Aave Horizon.
A nova estrutura dará aos órgãos de governança ferramentas muito mais rígidas para monitorar pontes entre redes e vulnerabilidades em nível de blockchain. Com sistemas de vigilância automatizados, o ecossistema pretende conter os riscos de contágio antes que eles afetem outras frentes.
Ativos listados que não cumprirem os novos critérios de segurança do protocolo Aave serão removidos do mercado nas semanas seguintes à aprovação. A partir de agora, qualquer criptoativo precisará manter um patamar rígido de conformidade técnica e consistência estrutural, mesmo sob forte volatilidade.
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