O lendário investidor Warren Buffett soltou o verbo durante a reunião anual da Berkshire Hathaway em Omaha. Para o Oráculo, o mercado financeiro atual está mais para um “cassino” do que para o investimento tradicional, com uma febre perigosa em derivativos.
O bilionário não poupou críticas às opções de um dia, que ele classificou abertamente como puro jogo de azar. Warren Buffett destacou que o volume dessa atividade é “simplesmente incrível” e que ninguém consegue explicar racionalmente por que compra esses contratos tão curtos.
Um dos pontos que mais chamou a atenção foi a menção aos mercados de previsão: ele citou o caso de um soldado americano processado por lucrar US$ 400 mil usando informações secretas em uma dessas plataformas. Para o magnata, o desejo de apostar tornou-se irresistível para muitos.
Montanha de dinheiro e cautela com a tecnologia
Enquanto o “vício” cresce lá fora, a Berkshire Hathaway bateu o recorde de US$ 397 bilhões em caixa no primeiro trimestre de 2026. Sob o comando do novo CEO, Greg Abel, a empresa mantém uma postura defensiva e cautelosa.
Warren Buffett revelou em entrevista que os preços elevados dos ativos o mantêm na retaguarda. Segundo ele, a firma só deve agir de forma decisiva quando as condições mudarem e, como ele mesmo diz, “ninguém mais atender o telefone”.
Sobre a inteligência artificial, Abel foi categórico: a Berkshire não vai adotar a tecnologia só por modismo. A ideia é usar a ferramenta apenas onde ela gerar valor tangível para os negócios, como em seguros e ferrovias, evitando seguir tendências vazias.
Mesmo com o lucro operacional em alta, Warren Buffett observa sinais de pressão no bolso do consumidor, a alta dos preços de energia e os juros persistentes já começaram a pesar na demanda de empresas do grupo, como a NetJets e a construtora Clayton Homes.





