O papel das criptomoedas na ajuda humanitária ganha força com envio milionário de stablecoins à Venezuela

O papel das criptomoedas na ajuda humanitária ganha força com envio milionário de stablecoins à Venezuela

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por Redação

O impacto das criptomoedas na ajuda humanitária ganhou um novo capítulo após fortes tremores atingirem a Venezuela. A eficiência tecnológica contorna o colapso dos sistemas financeiros tradicionais.

No dia 24 de junho, a região centro-norte do país, especialmente La Guaira, foi castigada por dois terremotos de magnitude 7,2 e 7,5. O desastre interrompeu os serviços de água, luz e comunicação.

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Dados oficiais indicam pelo menos 920 mortes, mais de 3.300 feridos e cerca de 50.000 desaparecidos nos escombros. Com os bancos locais paralisados, o envio de recursos via moedas digitais virou uma saída vital.

O transporte de capital convencional esbarra em canais burocráticos e lentos. Em contrapartida, as transferências de carteira para carteira levam poucos minutos, priorizando stablecoins como USDT e USDC para evitar a volatilidade do mercado.

Diante da urgência, grandes empresas do setor cripto zeraram taxas e injetaram liquidez imediata. A Binance destinou US$ 3 milhões em USDT para moradores de sete estados afetados, distribuindo cupons de 20 USDT.

Richard Teng, chefe da Binance Charity, declarou: “Estamos profundamente entristecidos pelo desastre causado pelos terremotos na Venezuela. A Binance Charity fornecerá 3 milhões de USDT para ajudar os usuários da Binance residentes nas áreas afetadas.”

A plataforma latino-americana El Dorado também removeu as tarifas de envio de remessas enviadas por expatriados. A empresa ressaltou a importância de oferecer um canal rápido de suporte aos familiares neste momento crítico.

A mobilização popular e acadêmica também consolida as criptomoedas na ajuda humanitária. A influenciadora local Ana Ojeda, conhecida como “Criptolawyer”, uniu forças com a Decaf Pay e Airtm para arrecadar USDC internacionalmente.

Em suas redes sociais, ela publicou: “Se alguém quiser ajudar as famílias impactadas pelos terremotos na Venezuela, estamos coletando doações em USDC/USDT para despesas hospitalares, transporte, alimentação e suprimentos de emergência.”

A Universidade Católica Andrés Bello (UCAB) criou o “Emergency Earthquake Fund Venezuela 2026”, recebendo Bitcoin, USDT e BinancePay. A instituição afirmou que “cada contribuição para endereços de autocustódia será verificável na blockchain.”

Entidades globais como Mercy Corps e World Vision coletam apoio financeiro por meio da plataforma The Giving Block, enquanto o perfil cidadão LIVRE capta ativos como BTC, ETH, SOL, SUI e USDC para comprar insumos médicos.

Essa resposta rápida valida as criptomoedas na ajuda humanitária como uma ferramenta auditável e ágil, embora exija atenção dos doadores. A irreversibilidade das transações abre margem para golpes, tornando essencial o uso de canais oficiais.

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