As negociações entre as equipes do Ethereum e Base para definir um modelo único de carteiras digitais chegaram ao fim sem acordo. Com isso, as duas redes seguirão diretrizes diferentes para implementar a tecnologia de abstração de conta.
A informação foi detalhada por Derek Chiang, pesquisador da Ethlabs. Segundo ele, a interoperabilidade ficou em segundo plano diante das metas individuais de cada blockchain, o que acaba colocando o fardo sobre os desenvolvedores de carteiras.
Na prática, as empresas do setor precisarão suportar formatos de transação distintos para garantir uma experiência consistente aos usuários em diferentes redes. A abstração de conta é um recurso essencial hoje, pois permite criar regras programáveis para autorizar operações e pagar taxas.
Por que Ethereum e Base tomaram decisões diferentes?
A separação nos formatos evidencia as prioridades de cada infraestrutura. Redes de primeira camada (L1) priorizam a resistência à censura, privacidade e segurança. Já as redes de segunda camada (L2) buscam arquiteturas voltadas para a máxima escalabilidade.
Com a divisão dos projetos, a principal blockchain do mercado avança com a proposta EIP-8141 na sua próxima atualização, chamada Hegotá. O objetivo é entregar uma abstração de conta nativa que também prepare o sistema para uma futura autenticação pós-quântica.
Em paralelo, a solução de segunda camada trabalha na proposta EIP-8130, que utiliza um modelo de Keystore e já funciona em redes de teste. Para Chiang, o cenário final não é negativo, pois permite que Ethereum e Base inovem livremente dentro de suas próprias visões técnicas.
O mercado aguarda a implementação da atualização Hegotá para o final de 2026. Antes disso, o ecossistema passará pela renovação estrutural Glamsterdam no segundo semestre de 2026, com foco em segurança e expansão de escala.





