A empresa de tesouraria de ativos digitais SharpLink, sediada em Miami, anunciou o direcionamento de US$ 200 milhões para staking de Ethereum. A operação será realizada por meio do Lido, o maior protocolo de staking líquido da rede na atualidade.
Os fundos institucionais chegam ao protocolo no formato de wrapped staked ETH (wstETH), um token de recibo que representa a criptomoeda bloqueada somada às suas recompensas. A custódia oficial de todos esses ativos ficará sob responsabilidade da Anchorage Digital.
“Esta é uma expansão empolgante para tornar nosso ETH ainda mais produtivo, aproveitando a capacidade de composição do wstETH enquanto mantemos os padrões de risco de nível institucional”, afirmou Joseph Chalom, CEO da SharpLink, em comunicado oficial.
O impacto corporativo no staking de Ethereum
O uso do wstETH permite que a empresa gere rendimentos constantes de staking e, ao mesmo tempo, mantenha liquidez flexível para atuar em finanças descentralizadas (DeFi). O protocolo Lido gerencia hoje a maior parte do ETH líquido no mercado, com cerca de US$ 16,5 bilhões alocados, segundo o anúncio.
Atualmente, a SharpLink se posiciona como uma das maiores detentoras corporativas da criptomoeda no mundo. No início de agosto de 2026, a companhia registrou um total de 888.938 ETH em caixa, montante avaliado em aproximadamente US$ 1,68 bilhão. O novo capital destinado ao Lido representa cerca de 12% de todo esse portfólio.
“Estou animado em ver a SharpLink aumentando o uso de protocolos nativos de staking de Ethereum e o ecossistema DeFi”, declarou Vasiliy Shapovalov, diretor executivo da Lido Labs Foundation. Para ele, estar otimista com o ativo principal significa apoiar também as principais aplicações construídas na rede.
A movimentação reflete uma estratégia crescente entre grandes empresas de tesouraria: buscar rendimento seguro sem deixar o capital ocioso. Kean Gilbert, chefe de relações institucionais da Lido, destacou que as tesourarias exigem que o ativo trabalhe a seu favor sem abrir mão da liquidez, um padrão que o protocolo consolidou em larga escala.
Esse cenário ganha força enquanto empresas tradicionais disputam agressivamente a oferta da criptomoeda. Relatórios recentes do Standard Chartered já apontavam o apetite de tesourarias corporativas, um movimento liderado por gigantes como a Bitmine, de Tom Lee, que sozinha detém cerca de US$ 11 bilhões em Ethereum.





